O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, reafirmou neste sábado (28/3) seu apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorre após o Chile anunciar a retirada de seu apoio à candidatura.
Inicialmente articulada por Brasil, México e Chile, ainda durante o governo de Gabriel Boric, a candidatura de Bachelet tinha como um de seus principais argumentos a necessidade histórica de uma mulher assumir o comando da ONU, cargo ocupado exclusivamente por homens desde a fundação da organização.
Com a mudança de governo no Chile e a posse de José Antonio Kast, o posicionamento do país foi alterado. A nova gestão anunciou formalmente a retirada do apoio, alegando dificuldades no cenário internacional, incluindo a fragmentação das candidaturas latino-americanas e divergências com atores-chave no processo de escolha.
Apesar do recuo chileno, Lula destacou que Michelle Bachelet reúne credenciais sólidas para liderar a organização e defendeu sua candidatura como uma oportunidade histórica para a América Latina e para a representatividade feminina em cargos de liderança global.
Além de Bachelet, outros nomes estão na disputa pelo cargo. Entre eles estão o diplomata argentino Rafael Grossi, o ex-presidente do Senegal, Macky Sall, e a economista costarriquenha Rebeca Grynspan.
A eleição para o cargo deve ocorrer nos próximos meses. O posto será oficialmente aberto ao final de dezembro, quando o atual secretário-geral, António Guterres, encerrará seu mandato iniciado em 2017.
O posicionamento do Brasil reforça sua estratégia de atuação no cenário internacional, com foco na valorização da diplomacia multilateral e no fortalecimento da presença latino-americana em organismos globais.








































































