O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu início à implementação de seu plano político para o período pós-guerra na Faixa de Gaza, que prevê a criação de um arranjo internacional de governança batizado de Conselho de Paz para Gaza. Segundo a Casa Branca, líderes de diversos países já receberam convites formais para participar da iniciativa.
De acordo com o desenho apresentado pela administração americana, a proposta envolve três instâncias principais. A primeira é o próprio Conselho de Paz, que será presidido por Trump. A segunda é um comitê palestino de caráter tecnocrático, responsável por administrar provisoriamente o território. Já a terceira instância é um conselho executivo com função consultiva, voltado ao apoio político e institucional do processo.
A Casa Branca divulgou uma lista inicial de integrantes e afirmou que o grupo ainda poderá ser ampliado com novos nomes. Entre os líderes convidados está o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Itamaraty, o convite foi recebido, mas ainda não houve resposta oficial do governo brasileiro.
Estrutura e atribuições do Conselho de Paz
Segundo a Casa Branca, o Conselho de Paz terá como foco temas centrais para o futuro de Gaza, como fortalecimento da governança local, reconstrução da infraestrutura, retomada dos serviços públicos, atração de investimentos internacionais e mobilização de recursos financeiros em larga escala.
Além de Donald Trump, o grupo reúne figuras de peso da política e do setor financeiro internacional, incluindo:
- Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA
- Steve Witkoff, enviado especial de Trump
- Jared Kushner, assessor próximo e genro do presidente
- Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
- Marc Rowan, investidor e financista norte-americano
- Ajay Banga, presidente do Banco Mundial
- Robert Gabriel, integrante do Conselho de Segurança Nacional dos EUA
Comitê palestino e conselho executivo
O Comitê Nacional para a Administração de Gaza será formado por tecnocratas palestinos e terá a missão de coordenar a retomada dos serviços essenciais, a reconstrução das instituições civis e a estabilização da rotina da população local. A presidência do órgão ficará a cargo de Ali Shaath, ex-vice-ministro da Autoridade Palestina.
Já o Conselho Executivo de Gaza terá função consultiva e de apoio estratégico à governança do território. A Casa Branca afirma que o grupo buscará promover estabilidade, eficiência administrativa e condições para o desenvolvimento econômico. Entre os nomes indicados estão representantes de organismos internacionais, diplomatas e autoridades de países-chave da região, como:
- Nickolay Mladenov, diplomata da Bulgária
- Sigrid Kaag, coordenadora humanitária da ONU para Gaza
- Hakan Fidan, chanceler da Turquia
- Ali Al-Thawadi, diplomata do Catar
- General Hasan Rashad, chefe da inteligência do Egito
- Reem Al-Hashimy, ministra dos Emirados Árabes Unidos
- Yakir Gabay, empresário israelense
Chefes de Estado convidados
Além de Lula, outros líderes internacionais confirmaram ter recebido convite para integrar o Conselho de Paz, entre eles:
- Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia
- Javier Milei, presidente da Argentina
- Abdel Fattah al-Sisi, presidente do Egito
- Rei Abdullah II, da Jordânia
- Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá
- Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália
- Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia
- Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria
- Nicușor Dan, presidente da Romênia
- Nikos Christodoulides, presidente do Chipre
A iniciativa representa uma tentativa dos Estados Unidos de assumir protagonismo direto na reorganização política e institucional da Faixa de Gaza no pós-conflito, em um contexto de forte repercussão internacional e disputas diplomáticas sobre o futuro da região







































































