Com quase 100 metros de altura, o foguete SLS marca a retomada das viagens tripuladas à Lua e inaugura uma nova fase da exploração espacial, após décadas sem missões humanas além da órbita terrestre
A missão de sobrevoo lunar da NASA volta a colocar a Lua no centro da exploração espacial humana. A agência espacial norte-americana iniciou os preparativos finais para lançar o foguete gigante SLS, que levará astronautas em uma viagem histórica ao redor do satélite natural da Terra, algo que não acontece há mais de meio século. Essa missão marca um novo capítulo do programa Artemis e reforça o retorno estratégico dos Estados Unidos ao espaço profundo.
A informação foi divulgada pela NASA, conforme reportagens publicadas por veículos internacionais e confirmadas pela própria agência. O lançamento poderá ocorrer já em fevereiro, dependendo dos testes finais na plataforma do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Logo no primeiro parágrafo, fica claro que o sobrevoo lunar com astronautas da NASArepresenta um marco histórico, técnico e simbólico para a exploração espacial moderna.
Foguete SLS impressiona por tamanho, potência e complexidade tecnológica
O Space Launch System (SLS) é atualmente o foguete mais poderoso já construído pela humanidade. Com 98 metros de altura e peso superior a 5 milhões de quilos, ele supera até mesmo o lendário Saturno V, responsável pelas missões Apollo entre 1969 e 1972.
No último fim de semana, o foguete percorreu um trajeto de aproximadamente seis quilômetros até a plataforma de lançamento, transportado por um veículo especial usado desde a era Apollo e modernizado para suportar cargas extremas. A movimentação reuniu centenas de funcionários e familiares, que acompanharam o deslocamento ainda durante a madrugada.
Além disso, o SLS carrega no topo a cápsula Orion, projetada para missões de longa duração no espaço profundo. Diferentemente do voo de teste realizado em novembro de 2022, quando a cápsula estava vazia, desta vez a missão será tripulada, o que exige padrões de segurança ainda mais rigorosos.
Por isso, engenheiros da NASA realizaram análises extensas após identificarem danos no escudo térmico da Orion durante o teste anterior. Esses ajustes atrasaram o cronograma, mas garantiram maior confiabilidade para a missão atual.
Astronautas farão viagem de 10 dias e entrarão para a história
A missão terá duração aproximada de 10 dias e levará quatro astronautas ao redor da Lua, sem pouso ou órbita lunar. Mesmo assim, o feito será histórico. Eles se tornarão os primeiros humanos a viajar até a Lua desde 1972, quando a missão Apollo 17 encerrou o programa lunar original.
A tripulação será composta por:
- Reid Wiseman, comandante da missão
- Victor Glover, piloto
- Christina Koch, astronauta veterana
- Jeremy Hansen, astronauta canadense em seu primeiro voo espacial
Desde então, nenhum ser humano ultrapassou a órbita baixa da Terra. Portanto, essa missão representa um retorno concreto ao espaço profundo e serve como preparação para voos futuros, incluindo o pouso lunar previsto para a missão Artemis III, nos próximos anos.
Enquanto isso, a NASA aguarda um teste de abastecimento do SLS no início de fevereiro. Dependendo do resultado, a agência terá uma janela de apenas cinco dias para lançar o foguete ainda na primeira quinzena do mês. Caso contrário, o lançamento será adiado para março.
Segundo o diretor de lançamento Charlie Blackwell-Thompson, esse teste “definirá o caminho rumo ao lançamento”, reforçando a cautela adotada pela agência.
Fonte: Click Petroleoegas







































































