Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico denominado Oeste-Leste, projeto que deverá dobrar a capacidade de exportação de petróleo via Fujeira e ampliar significativamente a capacidade do país de contornar o estratégico Estreito de Ormuz.
O anúncio foi divulgado nesta sexta-feira pelo Escritório de Mídia de Abu Dhabi, após uma reunião entre o presidente emiradense, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, e o conselho administrativo da ADNOC (Empresa Nacional de Petróleo de Abu Dhabi).
Segundo o comunicado oficial, o projeto já está em fase de construção e a previsão é que entre em operação em 2027. A decisão de acelerar a execução ocorre em meio ao avanço da estatal para uma nova etapa de expansão, voltada ao desenvolvimento de projetos energéticos de grande escala para atender à demanda global crescente por petróleo.
Durante a reunião, Mohammed bin Zayed destacou o desempenho da ADNOC e ressaltou a importância estratégica da empresa para a segurança energética internacional.
De acordo com a nota oficial, o presidente afirmou que a companhia está bem posicionada como uma fornecedora global de energia “responsável e confiável”, com capacidade operacional para ampliar a produção e responder rapidamente às necessidades do mercado, sempre que houver condições para expansão das exportações.
Estratégia para reduzir riscos geopolíticos
A ampliação da capacidade de exportação por Fujeira, localizada fora do Estreito de Ormuz, é considerada estratégica para os Emirados Árabes Unidos. O estreito é uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo para o transporte de petróleo e frequentemente está no centro de tensões geopolíticas no Golfo Pérsico.
Com o novo oleoduto, o país busca reduzir sua dependência da passagem pelo estreito, garantindo maior segurança logística e flexibilidade para manter o fluxo de exportações mesmo em cenários de instabilidade regional.
O projeto reforça a estratégia dos Emirados de consolidar sua posição como um dos principais fornecedores globais de energia, ao mesmo tempo em que investe em infraestrutura capaz de aumentar sua resiliência diante de desafios geopolíticos e das transformações no mercado energético internacional.








































































