Uma semana após a Assembleia Nacional francesa aprovar por unanimidade a revogação definitiva do chamado “Código Negro” e de outras legislações que regulamentavam a escravidão nas colônias francesas, a França deu mais um passo em direção ao fortalecimento das políticas de memória histórica.
Nesta terça-feira (2), foi inaugurado em Paris um memorial dedicado às vítimas do genocídio de Ruanda. Para o governo francês, a instalação garante que a memória do genocídio dos tutsis passe a ocupar um lugar permanente na memória pública nacional.
O monumento foi erguido em frente ao Quai d’Orsay, sede do Ministério das Relações ExterioresRelações Exteriores da França, em uma área de grande relevância institucional na capital francesa.
A inauguração ocorre em um contexto de reflexão histórica promovido pelo país, marcado recentemente pela decisão de revogar antigas legislações ligadas ao período da escravidão nas colônias francesas.
Embora a criação do memorial represente um avanço no reconhecimento histórico das vítimas do genocídio de Ruanda, o debate sobre reparação continua presente e segue como um dos temas relacionados à memória e à responsabilidade histórica.







































































