A estatal russa Rosatom intensificou a retirada de seus funcionários da usina nuclear de Bushehr, no Irã, ao evacuar mais 198 trabalhadores neste sábado (4), segundo agências de notícias russas.
A medida faz parte de um processo contínuo iniciado no fim de fevereiro, quando o agravamento do conflito na região elevou os riscos à segurança das instalações nucleares e de seus profissionais. A operação deste sábado já estava planejada antes de um novo incidente registrado no local.
De acordo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), um funcionário responsável pela segurança física da usina morreu após ser atingido por fragmentos de projétil. O ataque também causou danos estruturais, com impacto de ondas de choque e estilhaços em um dos edifícios da instalação.
O diretor da Rosatom, Alexei Likhachev, afirmou que a situação nas proximidades da usina evolui conforme um “pior cenário possível”, destacando o alto nível de risco envolvido. Segundo ele, o funcionário morto era um cidadão iraniano.
A estatal russa informou ainda que o presidente Vladimir Putin foi atualizado sobre os desdobramentos da situação, conforme divulgado pela agência estatal TASS.
A escalada das tensões em torno de instalações nucleares levanta preocupações adicionais no cenário internacional, especialmente quanto à segurança radiológica e ao potencial de agravamento do conflito regional.





































































