O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, concordaram em intensificar a cooperação bilateral para contribuir com a reabertura do Estreito de Ormuz, em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio.
Durante encontro realizado em Seul, os líderes destacaram a importância estratégica da via marítima, considerada um dos principais corredores globais de transporte de petróleo. O bloqueio parcial do estreito, associado às ações de Teerã, tem provocado instabilidade nos mercados internacionais de energia e ampliado as incertezas econômicas globais.
Macron afirmou que é essencial estabelecer condições internacionais para reduzir a escalada do conflito e garantir a retomada do fluxo no estreito. Apesar disso, não foram detalhadas medidas concretas para atingir esse objetivo, e o presidente francês ressaltou que uma solução militar para a crise é considerada irrealista.
Além da questão geopolítica, França e Coreia do Sul avançaram em acordos de cooperação estratégica. Autoridades dos dois países firmaram parcerias nas áreas de tecnologia, energia e cadeias de suprimento de combustível nuclear, além de projetos conjuntos em energia eólica offshore e minerais críticos.
A Coreia do Sul tem buscado reforçar sua segurança energética, ampliando a produção de energia nuclear e acelerando a transição para fontes renováveis. Segundo Lee, a atual crise evidencia a vulnerabilidade do país diante da dependência de combustíveis fósseis importados.
O cenário também envolve declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que países asiáticos e a China assumam maior protagonismo na reabertura do estreito, destacando a dependência energética dessas economias da rota marítima.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 28 mil militares estacionados na Coreia do Sul, como parte de sua estratégia de dissuasão frente à Coreia do Norte. Autoridades sul-coreanas informaram que seguem em diálogo com Washington sobre a crise, mas descartaram a possibilidade de pagar taxas ao Irã para garantir o trânsito de combustíveis pelo Estreito de Ormuz.
A articulação entre Paris e Seul reflete o esforço de potências globais e regionais para mitigar os impactos econômicos da crise no Oriente Médio, especialmente no setor energético, considerado vital para a estabilidade internacional.





































































