O conflito armado entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã evidenciou mais uma vez a alta dependência do Brasil em relação à importação de fertilizantes e os riscos que as tensões geopolíticas representam para o fornecimento de insumos essenciais para o agronegócio do país sul-americano, alertou o setor nesta sexta-feira.
“O conflito expõe a fragilidade do mercado brasileiro de fertilizantes“, afirmou Bernardo Silva, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert).
O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, mas importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza na agricultura. Essa dependência é ainda maior no caso da ureia, um fertilizante nitrogenado essencial para culturas como soja, milho e cana-de-açúcar, cujo fornecimento provém quase inteiramente do exterior.
Segundo o Sinprifert, a situação é particularmente relevante devido ao conflito, visto que uma parcela significativa dos carregamentos de ureia que chegam ao Brasil transitam pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia e petroquímica, localizada no Oriente Médio.
Essa situação aumenta a vulnerabilidade do país a potenciais interrupções logísticas decorrentes de conflitos.
Para Silva, o contexto internacional reforça a necessidade de acelerar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção nacional de fertilizantes, por meio da aceleração do Plano Nacional de Fertilizantes.
O executivo acrescentou que os fertilizantes se tornaram um recurso estratégico em um cenário global marcado por disputas geopolíticas.
Fonte: XINHUA Português








































































