Um estudo publicado pelo Royal United Services Institute (RUSI), do Reino Unido, destacou o caça Gripen C/D como uma das possíveis soluções para fortalecer a capacidade aérea da Ucrânia no conflito contra a Rússia. A aeronave é produzida pela empresa sueca Saab.
De acordo com a análise, o Saab JAS 39 Gripen apresenta características operacionais que o tornam particularmente adequado para as necessidades da força aérea ucraniana. O modelo foi projetado para operar com alta flexibilidade logística, permitindo manutenção rápida e operação em ambientes com infraestrutura limitada.
O relatório destaca que a aeronave pode ser reabastecida, rearmada e receber manutenção básica por equipes reduzidas de apenas seis pessoas em solo, utilizando dois veículos de apoio. Além disso, o Gripen foi desenvolvido para operar a partir de pistas curtas, estradas ou rodovias, inclusive em condições climáticas adversas.
O estudo foi elaborado pelos especialistas Justin Bronk, Nick Reynolds e Jack Watling. Segundo os autores, apesar das dificuldades enfrentadas pela Rússia no conflito, o país ainda mantém vantagem em termos de superioridade aérea.
Atualmente, a Força Aérea da Ucrânia opera versões mais antigas dos caças Mikoyan MiG-29 e Sukhoi Su-27. Para reduzir o risco de detecção e interceptação, as aeronaves ucranianas realizam muitas missões em baixa altitude, buscando evitar sistemas modernos de defesa aérea russos.
Por outro lado, a Força Aeroespacial da Rússia ainda dispõe de aeronaves avançadas como o Sukhoi Su-35 e o Mikoyan MiG-31. Apesar disso, segundo o relatório, as forças russas têm evitado voos dentro do espaço aéreo ucraniano desde abril, em grande parte devido ao fortalecimento das defesas antiaéreas da Ucrânia.
Esse reforço inclui sistemas de mísseis terra-ar mais eficientes e armamentos portáteis fornecidos por países ocidentais. Além disso, as forças ucranianas passaram a adotar estratégias de mobilidade, operando sem bases fixas para reduzir a vulnerabilidade a ataques russos.
Nesse contexto, o estudo do RUSI sugere que aeronaves com grande flexibilidade operacional, como o Gripen, poderiam ampliar a capacidade de resposta da Ucrânia no campo aéreo e reforçar sua estratégia de defesa descentralizada








































































