O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, iniciou sua agenda oficial em Pequim nesta semana com uma reunião de alto nível no Grande Salão do Povo, onde foi recebido pelo vice-presidente da China, Han Zheng. A visita ocorre no contexto da participação brasileira na 5ª edição do Diálogo Estratégico Global entre os dois países, realizado em conjunto com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi.
Durante o encontro, Mauro Vieira ressaltou os avanços alcançados nas relações bilaterais entre Brasil e China ao longo das últimas décadas, destacando o papel desempenhado pela Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN). Criado em 2004, o mecanismo é copresidido pelo vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, sendo considerado um dos principais instrumentos de coordenação entre os governos dos dois países.
As autoridades também discutiram temas centrais da agenda bilateral, incluindo o fortalecimento do comércio, a ampliação dos investimentos e o aprofundamento da cooperação em setores estratégicos, como ciência, tecnologia e inovação. Outro assunto abordado foi o Ano Cultural Brasil-China, iniciativa que promove intercâmbios culturais e reforça os laços históricos entre as duas nações.
Ao longo das conversas, Mauro Vieira e Han Zheng reafirmaram a importância da visão estratégica que tem orientado o desenvolvimento das relações entre Brasília e Pequim. Ambos avaliaram positivamente os resultados alcançados nos últimos anos e demonstraram confiança na continuidade da cooperação em áreas de interesse comum.
Os representantes também celebraram o recente entendimento para a isenção de vistos de curta duração, medida considerada importante para ampliar o intercâmbio entre cidadãos brasileiros e chineses, além de estimular o turismo, os negócios e as iniciativas de cooperação acadêmica e cultural.
Segundo Mauro Vieira, o fortalecimento da parceria estratégica entre Brasil e China assume papel ainda mais relevante diante do cenário internacional atual, marcado por instabilidades geopolíticas e desafios econômicos globais. Para o chanceler brasileiro, a cooperação entre os dois países contribui para a promoção do diálogo, do desenvolvimento sustentável e da estabilidade nas relações internacionais.







































































