A Marinha do Brasil recebeu, na Fortaleza de São José, uma comitiva do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para discutir a integração entre ciência, tecnologia e defesa nacional. A agenda teve como foco fortalecer a prontidão operacional do Corpo de Fuzileiros Navais e ampliar a capacidade de resposta do Estado brasileiro em áreas estratégicas.
A ministra Luciana Santos, acompanhada do secretário-executivo Luis Fernandes e do diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da FINEP, Carlos Aragão, foi recebida pelo comandante-geral dos Fuzileiros Navais, Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga.
Defesa, soberania e inovação
Durante o encontro, foram discutidas formas de apoio do MCTI ao Programa Estratégico “Fuzileiros Navais da Defesa e Proteção do Litoral Brasileiro”, que reúne projetos de alta tecnologia voltados à proteção dos cerca de 7.500 quilômetros de litoral nacional — área considerada sensível e vital para o desenvolvimento econômico e a segurança do país.
A iniciativa busca integrar a Base Industrial de Defesa (BID) a projetos de inovação que reforcem tanto a capacidade dissuasória quanto a atuação em terra e no mar. Segundo a ministra Luciana Santos, soberania nacional depende diretamente de investimentos consistentes em defesa, ciência e tecnologia.
FRIDA: resposta rápida a desastres ambientais
Um dos destaques do programa é a Força de Pronta Resposta a Desastres Ambientais (FRIDA), iniciativa voltada à atuação em emergências climáticas e humanitárias. O projeto foi desenvolvido com apoio do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A FRIDA já está em operação e recentemente atuou no atendimento às populações afetadas pelas fortes chuvas no estado do Rio de Janeiro. A força combina estrutura logística ágil, tecnologia avançada e militares especializados para mitigar danos e prestar socorro imediato.
Durante a reunião, foi destacada a aderência da FRIDA ao Programa 12 – SOS Clima, da FINEP, ampliando a possibilidade de financiamento e desenvolvimento tecnológico aplicado à gestão de riscos climáticos.
Integração entre defesa e pesquisa
O comandante Carlos Chagas Vianna Braga ressaltou que a cooperação entre instituições militares, centros de pesquisa e órgãos de fomento é essencial para ampliar a eficiência das operações e elevar o nível tecnológico da tropa.
A aproximação entre defesa e ciência reflete uma estratégia mais ampla de fortalecimento da soberania nacional, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos e da crescente complexidade do ambiente geopolítico.
Encerramento cultural
Ao final da visita, as autoridades assistiram a uma apresentação das Bandas Marcial e Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, patrimônio cultural do Rio de Janeiro, com repertório que incluiu peças eruditas e populares, como o frevo, além da participação do coral infantil do programa Forças no Esporte (PROFESP), apoiado pela Lei Rouanet.
O encontro consolidou um ambiente de cooperação institucional, reforçando a convergência entre defesa, inovação tecnológica e desenvolvimento nacional como pilares estratégicos para o Brasil.







































































