A Índia pode registrar um crescimento médio anual de cerca de 8% no número de estudantes estrangeiros até 2030. Atualmente, a estimativa aponta para aproximadamente 58 mil alunos internacionais matriculados no país em 2025. Caso essa tendência se confirme, o país poderá se consolidar como um dos destinos educacionais com expansão mais rápida no cenário global. Os dados foram divulgados pela agência ANI, com base em análises realizadas pela empresa Quacquarelli Symonds (QS), especializada em avaliação de universidades e mobilidade acadêmica internacional.
Grande parte dos estudantes interessados em cursar o ensino superior na Índia vem de países do Sul da Ásia, que representam quase metade desse público. Paralelamente, observa-se um aumento significativo na procura por instituições indianas por parte de estudantes do continente africano. As projeções indicam que o fluxo proveniente da África Subsaariana poderá crescer cerca de 6% ao ano.
Entre os países africanos, o Zimbábue se destaca como um dos que mais devem ampliar a presença de estudantes na Índia. A expectativa é que o número de alunos provenientes do país africano cresça aproximadamente 11% ao ano, o que pode levá-lo a ocupar a sexta posição entre os países africanos com maior número de estudantes em instituições indianas até 2030.
A demanda também tende a aumentar em regiões como o Oriente Médio e o Norte da África. Estimativas apontam que estudantes dos Emirados Árabes Unidos poderão representar cerca de 5% do total de estrangeiros matriculados no país até o final da década.
O governo indiano estabeleceu metas ambiciosas para ampliar a presença internacional em suas universidades. A expectativa é que o país receba cerca de 500 mil estudantes estrangeiros até 2047, como parte de uma política de internacionalização do ensino superior.
Nos últimos anos, diversas reformas contribuíram para impulsionar esse processo. O programa governamental “Estudar na Índia” simplificou os procedimentos de admissão e reduziu custos para estudantes internacionais. Além disso, a nova política nacional de educação abriu espaço para que universidades estrangeiras instalem campi no país e ampliou o número de vagas destinadas a alunos de outros países.
Outra medida importante foi adotada pela Comissão de Subsídios Universitários, que autorizou as instituições a oferecer até 25% de vagas adicionais exclusivamente para candidatos estrangeiros.
Segundo o relatório, essas iniciativas estão ajudando a posicionar a Índia como um ator cada vez mais relevante no cenário educacional global, ao facilitar o acesso de estudantes internacionais, alinhar cursos acadêmicos às demandas de setores estratégicos da economia e ampliar as oportunidades de emprego após a graduação.
Apesar do crescimento na recepção de estudantes estrangeiros, a Índia continua sendo uma das maiores origens de estudantes internacionais no mundo. Em 2024, mais de 800 mil indianos estavam matriculados em instituições de ensino superior no exterior.








































































