A Embaixada da China no Brasil promoveu, na noite do dia 4, em Brasília, a recepção oficial em comemoração ao Ano Novo Chinês de 2026, que marca a chegada do Ano do Cavalo no calendário tradicional chinês. O evento reuniu cerca de 300 convidados, entre autoridades governamentais dos dois países, representantes de instituições chinesas instaladas no Brasil, membros da comunidade chinesa, diretores de Institutos Confúcio e convidados do meio cultural e diplomático.
Em seu pronunciamento, o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, ressaltou o papel central da cultura como elo duradouro nas relações entre nações. Segundo ele, a trajetória das relações sino-brasileiras é marcada pelo intercâmbio contínuo entre civilizações, pelo aprendizado mútuo e por uma sintonia crescente entre os povos dos dois países.
O embaixador destacou ainda que China e Brasil ocupam posições estratégicas no cenário internacional como os maiores países em desenvolvimento dos hemisférios Oriental e Ocidental e como atores relevantes do Sul Global. Nesse contexto, afirmou que ambos exercem papel construtivo na promoção da paz, da estabilidade internacional e no aperfeiçoamento da governança global. Zhu observou que, sob a orientação dos chefes de Estado, a relação bilateral vive seu melhor momento histórico, com avanços consistentes na formação de uma comunidade de futuro compartilhado e no alinhamento das estratégias nacionais de desenvolvimento.
Durante o evento, foi anunciada a decisão conjunta de designar o ano de 2026 como o Ano Cultural China-Brasil, iniciativa que busca intensificar os intercâmbios culturais e aprofundar o entendimento entre as sociedades. De acordo com o embaixador, a proposta reforça a amizade histórica entre os dois países e contribui para o diálogo entre civilizações em nível global.
Representando o governo brasileiro, a vice-ministra das Relações Exteriores, Susan Kleebank, destacou em seu discurso o simbolismo do Ano do Cavalo, associado a valores como dinamismo, coragem e vitalidade. Para ela, os sinais indicam que 2026 tende a ser mais um ano decisivo para o aprofundamento das relações sino-brasileiras. Kleebank lembrou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e uma das maiores fontes de investimento estrangeiro direto no país.
Segundo dados apresentados pela vice-ministra, o comércio bilateral cresceu 8,2% em 2025 na comparação com o ano anterior, alcançando o recorde de US$ 171 bilhões — o décimo ano consecutivo de máximas históricas. Ao longo de mais de cinquenta anos de relações diplomáticas, Brasil e China ampliaram significativamente sua cooperação, hoje presente em áreas como espaço, ciência e tecnologia, energia, sustentabilidade, mudanças climáticas, segurança alimentar e combate à fome.
“Estamos comprometidos em transformar desafios em oportunidades, consolidar essa parceria estratégica e contribuir para o desenvolvimento de nossos países, além de promover a paz, a estabilidade e a prosperidade no cenário internacional”, afirmou Kleebank.
O evento também contou com a presença da atriz brasileira Lucélia Santos, conhecida internacionalmente por seu papel na novela A Escrava Isaura, exibida com grande sucesso na China. Convidada especial da embaixada, ela ressaltou, em entrevista, que Brasil e China compartilham interesses convergentes e potencial para cooperação em diversas áreas. Diante de um ambiente internacional marcado por incertezas e tensões geopolíticas, a atriz enfatizou a importância do intercâmbio cultural como instrumento de aproximação entre os povos e de fortalecimento da amizade bilateral.
Para Lucélia, Brasil e China têm condições de desempenhar um papel relevante na construção de uma cultura global mais pacífica, inclusiva e baseada no diálogo, reforçando a cultura como um dos pilares centrais da relação entre os dois países.










































































