Austrália, Nova Zelândia, Quênia, entre outros países na Ásia e na Oceania terão novos representantes diplomáticos
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quarta-feira (25) o nome de cinco diplomatas para chefiarem missões do país em diferentes países. O nome do diplomata Alexandre Peña Ghisleni foi aprovado para exercer o cargo de embaixador do Brasil em Camberra, na Austrália com as chefias das representações também em Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Fiji, Nauru e Vanuatu.
Ghisleni disse que pretende focar no fortalecimento das ações estratégicas já mantidas para essas nações, que são líderes em temas globais, como as mudanças climáticas. Atualmente, é diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Ministério das Relações Exteriores.
“Para esses países, mudança do clima é uma questão existencial e eles podem encontrar no Brasil um parceiro para tratar do tema de maneira responsável. Temos todo o interesse de levar adiante a cooperação técnica, humanitária e de modo a também incrementar o comércio e o diálogo político”, pontuou o diplomata.
Nova Zelândia
A busca por novos espaços de cooperação bilateral e pela diminuição de barreiras comerciais é um dos focos do diplomata Pedro Murilo Ortega Terra, indicado chefiar a embaixada brasileira na Nova Zelândia por um período que pode chegar a até cinco ano, Terra ocupará o cargo de embaixador também, de forma cumulativa, nas representações na Samoa, no Reino de Tonga, em Kiribati e em Tuvalu. Entre as prioridades destacadas estão a ampliação da cooperação econômica, a redução de barreiras comerciais e o fortalecimento da agenda climática, tema central para os países insulares do Pacífico
Quênia
A Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) aprovou também o nome do diplomata João Alfredo dos Anjos Junior para comandar a embaixada do Brasil no Quênia, em mandato que pode chegar a até cinco anos. João Junior vai acumular o cargo de embaixador no Quênia com as chefias das representações brasileiras na Uganda, no Burundi e na Somália — os quatro países fazem parte da África Oriental.
O embaixador disse aos senadores que seu foco estará na ampliação e na diversificação do comércio brasileiro, além da continuidade das negociações que ainda não foram concluídas. De 2019 a 2020, foi diretor do Departamento de Comunicação Social do Itamaraty. Desde 2022 ocupa o posto de cônsul-geral do Brasil em Londres
Coreia do Norte
Ricardo Primo Portugal foi indicado para chefiar a embaixada do Brasil na Coreia do Norte. O diplomata apresentou plano de trabalho voltado à retomada e ao fortalecimento das relações bilaterais, incluindo a reativação de investimentos interrompidos por sanções e barreiras comerciais e a recuperação do intercâmbio econômico, atualmente reduzido. As relações diplomáticas entre Brasil e Pyongyang foram estabelecidas em 2001, e a embaixada brasileira na capital norte-coreana, aberta em 2009, permaneceu fechada entre 2020 e 2024, durante a pandemia.
Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado








































































