531 casos de retorno voluntário de candidatos à imigração clandestina a partir de Ceuta foram registados ao longo do dia 13 de agosto de 2026, segundo fontes marroquinas, numa altura em que as autoridades do Reino estão plenamente empenhadas no combate à imigração clandestina e trabalham para impedir qualquer tentativa de passagem ilegal para Ceuta e Melilha.
Neste contexto, o porta-voz do Ministério do Interior, Rachid El Khalfi, declarou, na sexta-feira, à imprensa que o Ministério tinha detetado, nos últimos dias, a circulação de publicações e mensagens anónimas em algumas redes sociais que apelavam à organização de tentativas de passagem coletiva e ilegal para as cidades de Ceuta e Melilha.
Perante estes apelos, nomeadamente os relacionados com o dia 15 de agosto, precisou que as autoridades públicas acompanham de perto a situação e adotaram todas as medidas necessárias para impedir qualquer tentativa de passagem ilegal e deter qualquer pessoa que procure participar nessas ações.
O porta-voz sublinhou, contudo, que o combate à migração irregular e às redes de tráfico de seres humanos não pode assentar nos esforços de uma única parte, exigindo que todas as partes envolvidas assumam as suas responsabilidades e cumpram os seus compromissos, no quadro do princípio da responsabilidade partilhada.
Neste sentido, vários especialistas internacionais elogiaram o empenho firme, constante e responsável de Marrocos, considerado um parceiro «credível e fiável», que desempenha um «papel de primeiro plano» no controlo e na gestão preventiva dos fluxos migratórios, graças a uma abordagem proativa e eficaz.
Em declarações à imprensa, estes especialistas destacaram igualmente as medidas adotadas pelas autoridades marroquinas para impedir qualquer tentativa de passagem ilegal para Ceuta e Melilha, considerando-as uma expressão do «empenho ativo» do Reino no combate aos fluxos migratórios irregulares.
Neste sentido, saudaram a detenção de indivíduos suspeitos de terem incitado a tentativas de passagem ilegal, considerando que se trata de «um passo importante» no âmbito dos esforços desenvolvidos por Marrocos para combater as redes de migração irregular.





























































