O Brasil está representado por cinco estudantes na 19ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), realizada no Vietnã. A competição reúne jovens de diferentes países e conta com 67 equipes participantes.
Entre os representantes brasileiros está Biatriz Silva, de 17 anos, estudante do terceiro ano do ensino médio e moradora de Fortaleza. Ela será a única menina da equipe brasileira na competição internacional.
A estudante conquistou a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia em 2023, quando ainda frequentava uma escola pública. O resultado também abriu caminho para que recebesse uma bolsa de estudos em uma instituição com preparação voltada ao ingresso no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Apaixonada por astronomia, Biatriz mantém uma rotina de estudos voltada ao tema e possui um caderno no qual registra informações sobre mais de 380 estrelas, incluindo suas posições no céu. Entre seus objetivos está cursar engenharia e, possivelmente, seguir uma área relacionada à engenharia aeroespacial.
A participação na competição internacional foi conquistada após um processo seletivo que envolveu cerca de 300 estudantes brasileiros. A preparação para as olimpíadas internacionais inclui provas de diferentes níveis, treinamentos e avaliações presenciais.
Além de Biatriz, a equipe brasileira é formada por Jailson Henrique Godeiro Neto, Arthur Alencar Spuri, Isaac Victor de Araújo Santos e Eyke Cardoso de Souza Torres.
Três dos integrantes são de Fortaleza. Eyke Torres, de 17 anos, é natural de Ourilândia do Norte, no Pará.
Durante a Olimpíada Internacional, os estudantes serão submetidos a diferentes tipos de desafios relacionados à astronomia e à astrofísica. A programação inclui avaliações de conhecimentos teóricos, análise de dados e atividades envolvendo telescópios e planetários.
A participação também representa uma oportunidade de intercâmbio entre estudantes de diferentes países. Além da disputa acadêmica, o encontro permite o contato com jovens de outras culturas e diferentes experiências na área científica.
No Brasil, a seleção dos representantes é realizada a partir da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Para os estudantes do ensino médio interessados em disputar uma vaga internacional, é necessário atingir uma pontuação mínima na edição anterior da competição nacional. Os candidatos classificados avançam para etapas com provas de nível mais elevado e, posteriormente, passam por treinamentos e avaliações.
Ao final desse processo, cinco estudantes são escolhidos para formar a equipe brasileira que participa das competições internacionais.
A presença dos jovens brasileiros no Vietnã representa mais uma etapa de uma trajetória construída por meio de competições científicas e preparação acadêmica, aproximando estudantes do país de experiências internacionais nas áreas de astronomia e astrofísica.




























































