A Saab Brasil e a Força Aérea Brasileira concluíram com sucesso uma campanha inédita de testes com o caça F-39E Gripen, marcando um avanço significativo na capacidade operacional da aviação de combate do país. Realizada na Base Aérea de Natal, no Rio Grande do Norte, a campanha incluiu o lançamento de armamentos ar-solo, incluindo bombas convencionais e munições guiadas a laser.
Pela primeira vez em território brasileiro, o Gripen lançou uma bomba convencional de 925 kg, correspondente ao modelo MK 84, além de uma bomba de 250 kg equipada com kit de guiagem a laser, equivalente à MK 82 com sistema de precisão. O objetivo principal foi validar a separação segura dos armamentos, testar a precisão dos lançamentos e integrar o uso do designador laser para engajamento de alvos com maior exatidão.
Batizada de Operação Thor, a campanha envolveu 11 voos de teste, totalizando cerca de 15 horas de operação. As missões incluíram diferentes configurações de carga, tanto simétricas quanto assimétricas, permitindo avaliar o comportamento da aeronave em cenários operacionais variados. Durante os voos, equipes em solo acompanharam todos os parâmetros por telemetria em tempo real, enquanto os dados coletados após os pousos foram analisados para validar o desempenho e a segurança do sistema.
Segundo Peter Dölling, diretor-geral da Saab Brasil, os resultados confirmam a confiabilidade e a versatilidade do Gripen em missões de ataque ao solo, ampliando o espectro de atuação da Força Aérea Brasileira em cenários modernos de combate. Já Mikael Olsson, chefe de testes de voo da Saab, destacou que o Brasil se tornou o primeiro país a realizar o lançamento dessas bombas a partir da versão Gripen E, consolidando o protagonismo nacional no desenvolvimento e validação da aeronave.
A campanha integra um conjunto mais amplo de avanços no programa Gripen no Brasil, que inclui a integração do míssil ar-ar de longo alcance Meteor, operações de reabastecimento em voo com o cargueiro KC-390 Millennium e exercícios avançados de combate aéreo. Esses marcos reforçam a preparação da aeronave para plena capacidade operacional e ampliam significativamente o poder de dissuasão e resposta da defesa aérea brasileira.
O programa Gripen também representa um salto estratégico para a indústria nacional de defesa. Por meio de transferência de tecnologia e cooperação industrial, o Brasil passou a participar diretamente do desenvolvimento, integração e manutenção de sistemas avançados, fortalecendo sua autonomia tecnológica e sua posição no cenário global de defesa








































































