A Força Aérea Paquistanesa confirmou em 3 de janeiro o sucesso de um novo teste de voo do Taimoor, um míssil de cruzeiro lançado pelo ar desenvolvido pela indústria de defesa nacional. A força aérea divulgou imagens oficiais e um vídeo do lançamento, mostrando a separação do armamento da aeronave e parte do perfil de voo, em um ensaio que, segundo as autoridades, validou os principais sistemas do míssil em condições operacionais realistas.
De acordo com o comunicado oficial, o teste comprovou o desempenho do Taimoor durante o lançamento aéreo e confirmou o funcionamento integrado dos sistemas de navegação, orientação e controle. O míssil foi concebido para atacar alvos terrestres e marítimos com elevada precisão a distâncias que chegam a cerca de 600 quilômetros, empregando uma ogiva convencional.
Um dos pontos centrais do projeto é a capacidade de voar a altitudes extremamente baixas, seguindo o relevo do terreno, o que reduz significativamente a probabilidade de detecção por radares e aumenta a sobrevivência frente a sistemas modernos de defesa aérea e antimísseis.
O Taimoor se enquadra na categoria de mísseis de cruzeiro stand-off, projetados para permitir que aeronaves de combate lancem ataques precisos sem precisar penetrar profundamente em áreas fortemente defendidas. Esse tipo de capacidade tem sido cada vez mais valorizado por forças aéreas modernas, especialmente em cenários onde a negação de acesso e a presença de defesas integradas representam riscos elevados para plataformas tripuladas.
O míssil é resultado de um programa que vinha sendo desenvolvido e apresentado discretamente em feiras internacionais de defesa nos últimos anos, frequentemente descrito como uma evolução das famílias paquistanesas anteriores de mísseis de cruzeiro lançados do ar, incorporando melhorias em alcance, precisão e perfil de voo. O projeto combina soluções de baixa assinatura, asas dobráveis e um sistema de propulsão sub-sônico eficiente, compatível com missões de penetração em baixa altitude.
Ele pensado para integração com diferentes plataformas da frota paquistanesa, como aeronaves Mirage modernizadas e o caça JF-17 Thunder. Embora a força aérea não tenha confirmado oficialmente todas as plataformas compatíveis, a flexibilidade de integração amplia o valor operacional do sistema e reforça a autonomia do Paquistão em termos de armamentos de precisão lançados do ar.
O teste foi acompanhado por altos oficiais das Forças Armadas, além de cientistas e engenheiros envolvidos diretamente no programa. O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, Marechal do Ar Zaheer Ahmed Baber Sidhu, elogiou o trabalho das equipes técnicas e operacionais, afirmando que o resultado reflete o profissionalismo e o compromisso do país com a autossuficiência tecnológica e com o fortalecimento de um dissuasor convencional considerado crível.
Nos últimos anos, o Paquistão tem enfatizado o desenvolvimento de sistemas de armas nacionais como parte de uma estratégia para reduzir a dependência de fornecedores externos e garantir prontidão militar diante de um ambiente regional complexo.
Nesse contexto, o sucesso do teste do Taimoor é apresentado pelas autoridades como mais um passo relevante no avanço da indústria de defesa nacional, sem indicar mudanças nas doutrinas estratégicas oficialmente declaradas, mas ampliando de forma significativa as opções de ataque convencional de longo alcance da força aérea.







































































