O Brasil deu um novo passo para ampliar a oferta nacional de imunoglobulina, medicamento produzido a partir do plasma humano e utilizado no tratamento de imunodeficiências, infecções bacterianas e alguns tipos de câncer do sangue.
Nesta sexta-feira (2), a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e a empresa chinesa Tiantan Bio assinaram, em São Paulo, um acordo de cooperação voltado à ampliação das fontes de abastecimento do medicamento. A iniciativa também prevê ações relacionadas ao licenciamento e à transferência de tecnologia.
A parceria inclui a cooperação para o registro, no Brasil, de uma imunoglobulina humana destinada ao uso intravenoso. O processo deverá seguir as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto os detalhes sobre fornecimento e transferência tecnológica serão estabelecidos em acordos específicos.
A iniciativa faz parte da estratégia de fortalecimento da capacidade tecnológica e produtiva da Hemobrás e busca ampliar a segurança do abastecimento de hemoderivados utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além do acordo, o Ministério da Saúde anunciou novas medidas para fortalecer a rede de hemocentros. O governo passou a estabelecer um incentivo federal mensal para os serviços de todas as unidades da Federação, com recursos destinados à qualificação das atividades.
Outra frente envolve a modernização da estrutura utilizada para coleta, processamento e armazenamento do plasma. Segundo o Ministério da Saúde, foram investidos R$ 116 milhões na aquisição de 604 equipamentos destinados a 125 serviços distribuídos pelas 27 unidades federativas.
Com a modernização, a capacidade de armazenamento de plasma destinado ao uso industrial deverá aumentar cerca de 30%. O material é utilizado como matéria-prima para a fabricação de medicamentos estratégicos, entre eles imunoglobulina humana, albumina e fatores de coagulação.
A ampliação da infraestrutura também busca aumentar o aproveitamento do plasma coletado pela rede pública e fortalecer a produção nacional de medicamentos derivados do sangue.
Com as novas medidas e a parceria internacional, o governo pretende ampliar a capacidade de produção e abastecimento de medicamentos estratégicos para o SUS, ao mesmo tempo em que avança na incorporação de tecnologia e no fortalecimento da cadeia nacional de hemoderivados.




























































