Embaixadas dos Estados Unidos em diversos países do Oriente Médio emitiram novos alertas de segurança após uma série de ataques atribuídos aos rebeldes Houthi contra alvos na Arábia Saudita. As representações diplomáticas recomendaram que cidadãos norte-americanos mantenham maior atenção diante da possibilidade de novos episódios de violência e de alterações na circulação aérea e terrestre.
Os avisos foram divulgados em meio ao aumento das tensões entre os Houthi, grupo que controla parte do Iêmen, e a coalizão liderada pela Arábia Saudita. Segundo os alertas, o cenário regional permanece complexo e existe possibilidade de rápida ampliação das hostilidades.
Alertas são emitidos em vários países
As representações diplomáticas norte-americanas no Bahrein, Israel, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos orientaram cidadãos dos EUA a permanecerem atentos à evolução da situação.
Entre os riscos mencionados estão possíveis cancelamentos de voos, fechamento temporário de espaços aéreos e interrupções no transporte.
A recomendação ocorre após novos ataques contra território saudita, aumentando as preocupações sobre os efeitos da escalada para a segurança regional e para o funcionamento de rotas de transporte.
Houthis reivindicam ataques contra Riade
No sábado (19), os Houthi afirmaram ter realizado duas operações militares contra a Arábia Saudita. Segundo o grupo, foram utilizados mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.
Uma das operações teria como alvo instalações consideradas sensíveis na capital, Riade. A segunda teria atingido instalações da empresa petrolífera Saudi Aramco na cidade de Yanbu, importante centro de exportação de petróleo no litoral do Mar Vermelho.
As alegações foram divulgadas pelo próprio grupo e não significam, por si só, confirmação independente de todos os danos relatados.
Defesa saudita intercepta míssil
As forças da coalizão liderada pela Arábia Saudita confirmaram que sistemas de defesa aérea do país interceptaram um míssil balístico lançado em direção a Riade.
As autoridades sauditas também afirmaram que outros locais foram alvo de tentativas de ataque, incluindo Baish, Taif, Farasan e Yanbu.
Moradores de Riade relataram ter observado chamas e uma grande coluna de fumaça nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Khalid. Registros divulgados após o episódio mostraram fumaça na região do aeroporto, enquanto serviços de monitoramento indicaram problemas significativos nas operações aéreas.
Conflito aumenta pressão sobre o transporte aéreo
A possibilidade de novos ataques coloca o setor de aviação entre as áreas diretamente afetadas pela escalada.
As embaixadas dos EUA alertaram que voos podem ser cancelados e espaços aéreos podem sofrer restrições caso a situação de segurança se deteriore.
A região já enfrenta alterações nas rotas de transporte em razão dos confrontos e das ameaças a infraestruturas estratégicas. O risco também se estende ao transporte marítimo, especialmente nas proximidades do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.
ONU manifesta preocupação com civis
A escalada também despertou preocupação das Nações Unidas. Segundo informações apresentadas por um porta-voz do secretário-geral da ONU, o Escritório de Direitos Humanos registrou 110 vítimas civis em 31 incidentes desde a intensificação das hostilidades em agosto.
O levantamento mencionado contabiliza 28 mortos e 82 feridos em Taiz, Al Hudaydah e Marib. A própria ONU ressaltou, porém, que as limitações de acesso e a insegurança dificultam a verificação do número total de vítimas, que pode ser maior.
A organização pediu a todas as partes envolvidas que reduzam as hostilidades, protejam a população civil e facilitem o acesso humanitário.
Tensão no Oriente Médio permanece elevada
Os ataques recentes fazem parte de uma escalada que ganhou força nos últimos meses. Os Houthi vêm ampliando suas operações contra alvos sauditas e embarcações, enquanto a Arábia Saudita responde com ataques contra posições do grupo no Iêmen.
O avanço das hostilidades também aumenta a preocupação com instalações de energia e rotas marítimas estratégicas, especialmente em uma região fundamental para o transporte internacional de petróleo e outras mercadorias.
O cenário permanece sujeito a novas mudanças, com governos estrangeiros reforçando recomendações de segurança para seus cidadãos enquanto as negociações diplomáticas e os esforços para reduzir a violência continuam.




























































