A Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, atingiu um marco relevante no desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL): seu protótipo completou 50 voos de teste desde a estreia, em dezembro de 2025. Ao todo, o veículo já soma mais de duas horas em operação aérea.
O avanço representa mais do que um número simbólico. Segundo o CEO da empresa, Johann Bordais, o desempenho dos testes demonstra a maturidade crescente do programa e valida aspectos críticos da aeronave, como estabilidade de voo, níveis de ruído, vibração e eficiência na gestão de energia — parâmetros essenciais para a certificação e futura operação comercial.
Com essa etapa concluída, a empresa entra agora em uma fase decisiva: a produção de seis unidades de conformidade, que serão utilizadas no processo de certificação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Essa etapa é fundamental para que o modelo seja autorizado a operar comercialmente.
A base industrial do projeto está localizada em Taubaté, no interior de São Paulo. A planta foi projetada com capacidade para produzir até 480 aeronaves por ano, posicionando o Brasil como um potencial hub global na fabricação de eVTOLs. A expectativa da empresa é iniciar as operações comerciais em 2027.
O projeto se insere em um mercado com projeções expressivas. Estimativas indicam que a frota global de eVTOLs pode alcançar cerca de 30 mil unidades até 2045, com potencial de transportar mais de 3 bilhões de passageiros ao longo desse período — sinalizando uma transformação estrutural na mobilidade urbana.
Do ponto de vista técnico, os eVTOLs diferenciam-se dos helicópteros convencionais por utilizarem propulsão totalmente elétrica, o que reduz significativamente emissões e níveis de ruído. Além disso, são projetados para trajetos curtos, especialmente em ambientes urbanos e regiões metropolitanas, com foco em mobilidade aérea avançada.
O avanço da Eve reforça a presença brasileira em um dos segmentos mais promissores da aviação global, marcado pela convergência entre tecnologia, sustentabilidade e novos modelos de transporte. O próximo desafio será cumprir rigorosamente as exigências regulatórias e transformar o protótipo em uma solução operacional viável em larga escala.








































































