Diversos países da Europa anunciaram o envio de meios militares para reforçar a segurança de Chipre após uma base britânica na ilha ter sido alvo de drones atribuídos ao Irã. A movimentação militar ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao temor de novos ataques contra instalações estratégicas na região.
A primeira reação veio da Grécia, que decidiu enviar duas fragatas e quatro caças F-16 Fighting Falcon para apoiar a defesa da ilha. Em seguida, a França anunciou o deslocamento do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle (R91), que deixou o Mar Báltico e segue em direção ao Mediterrâneo oriental.
Espanha e Itália também mobilizam forças
A Espanha informou que enviará a fragata Cristóbal Colón (F105) para a região na próxima semana. A embarcação, que participava de exercícios com o grupo naval francês, deverá chegar ao largo da ilha de Creta após reabastecimento no Golfo de Cádiz.
Já a Itália confirmou o envio de reforços navais após aprovação do parlamento. O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, afirmou que o país atuará ao lado de aliados europeus para proteger Chipre nos próximos dias.
Segundo Crosetto, um ataque direto contra o território cipriota ou contra membros da OTAN poderia acionar mecanismos de defesa coletiva. Ele destacou que tanto o artigo 5º da OTAN quanto o artigo 7º da União Europeia preveem apoio militar entre aliados em caso de agressão.
Países Baixos e Reino Unido também enviam navios
Os Países Baixos mobilizaram a fragata HNLMS Evertsen, que já navega na região acompanhando o grupo de batalha liderado pelo porta-aviões francês.
Do lado britânico, o destróier HMS Dragon (D35) também segue para Chipre. O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, visitou a ilha e se reuniu com o ministro da Defesa cipriota, Vassilis Palma, para discutir o reforço dos sistemas de defesa contra drones e mísseis.
Preocupação com ampliação do conflito
A mobilização conjunta de países europeus demonstra a preocupação crescente com a possibilidade de expansão do conflito no Oriente Médio para áreas estratégicas do Mediterrâneo. Chipre, membro da União Europeia e localizado em posição geopolítica sensível, tornou-se ponto central das operações de monitoramento e defesa na região.








































































