Uma grande manifestação tomou conta da orla de Havana nesta sexta-feira (16), quando milhares de cubanos se concentraram em frente à embaixada dos Estados Unidos para condenar o que classificaram como mais uma ofensiva de Washington contra países da região. O protesto ocorreu dias após a captura do venezuelano Nicolás Maduro, aliado histórico do governo cubano.
Sob um clima fechado, com ventos fortes e ondas avançando sobre o Malecón, manifestantes vestiam roupas de frio e exibiam bandeiras de Cuba e da Venezuela. O cenário reforçou o tom simbólico do ato, realizado a poucos metros da representação diplomática americana na capital cubana.
Durante a mobilização, o presidente Miguel Díaz-Canel discursou usando uniforme militar verde-oliva. De costas para a embaixada dos EUA, ele apelou à união do povo cubano diante do que chamou de escalada de pressões externas. Segundo o líder, o momento exige coesão nacional frente às ações de Washington.
A tensão entre Havana e Washington se agravou após a operação militar americana na Venezuela, que resultou na morte de 32 militares e agentes de inteligência cubanos que, segundo autoridades, integravam o esquema de segurança de Maduro. O episódio marca os primeiros confrontos diretos entre forças dos dois países em várias décadas.
Desde então, o tom do discurso oficial subiu dos dois lados. Autoridades cubanas e americanas passaram a trocar acusações públicas, aprofundando um cenário de instabilidade nas relações bilaterais. A nova crise adiciona mais um capítulo à histórica rivalidade entre Cuba, governada pelo Partido Comunista, e os Estados Unidos, separados por apenas 145 quilômetros de mar.







































































