Fórum em São Paulo discutiu comércio, segurança alimentar, energia e investimentos em meio às mudanças no cenário internacional
As relações entre o Brasil e os países árabes ganharam novo impulso nesta semana durante a 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, realizado em São Paulo. O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir caminhos para ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação entre os dois mercados.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou da abertura por meio de uma mensagem em vídeo e defendeu maior previsibilidade nas relações comerciais entre o Brasil e o mundo árabe, especialmente em duas áreas consideradas essenciais: alimentos e fertilizantes.
Vieira propôs a construção de um “pacto de previsibilidade” que ajude a assegurar o fornecimento desses produtos mesmo diante de crises internacionais. A ideia parte de uma relação de complementaridade: enquanto o Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de alimentos, países árabes estão entre importantes fornecedores de insumos utilizados pela agricultura brasileira.
O debate ocorre em um momento de crescimento das trocas comerciais. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações brasileiras para os países da Liga Árabe chegaram a US$ 11,26 bilhões, alta de 3,71% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caminho inverso, as vendas árabes ao Brasil alcançaram US$ 6,13 bilhões, avanço de 12,22%. Somadas, as operações movimentaram aproximadamente US$ 17,39 bilhões no período.
Além da segurança alimentar, o Fórum colocou na mesa questões relacionadas a energia, logística, corredores comerciais, financiamento, economia digital e inteligência artificial. A programação também discutiu oportunidades para investimentos árabes em projetos brasileiros e alternativas para tornar as cadeias de abastecimento menos vulneráveis às instabilidades internacionais.
Para Mauro Vieira, há ainda espaço para uma aproximação maior no setor energético. Brasil e países árabes apresentam características que podem ser complementares, principalmente diante da transição para novas fontes de energia e da importância crescente dos minerais críticos para a indústria mundial.
O encontro ocorreu em um cenário particularmente desafiador para o comércio internacional, com conflitos no Oriente Médio afetando custos e rotas de transporte. Ainda assim, os números registrados em 2026 mostram que o intercâmbio entre brasileiros e árabes continua avançando.
A discussão realizada em São Paulo aponta também para uma relação que começa a ultrapassar os setores tradicionalmente associados ao comércio entre as duas regiões. Ao lado do agronegócio, entram cada vez mais na agenda temas como energia, infraestrutura, tecnologia, investimentos e novas rotas comerciais — áreas que podem definir a próxima etapa da aproximação econômica entre o Brasil e o mundo árabe.
Brasil e países árabes ampliam diálogo econômico; Mauro Vieira propõe pacto para alimentos e fertilizantes
Fórum em São Paulo discutiu comércio, segurança alimentar, energia e investimentos em meio às mudanças no cenário internacional
As relações entre o Brasil e os países árabes ganharam novo impulso nesta semana durante a 5ª edição do Fórum Econômico Brasil & Países Árabes, realizado em São Paulo. O encontro reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir caminhos para ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação entre os dois mercados.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou da abertura por meio de uma mensagem em vídeo e defendeu maior previsibilidade nas relações comerciais entre o Brasil e o mundo árabe, especialmente em duas áreas consideradas essenciais: alimentos e fertilizantes.
Vieira propôs a construção de um “pacto de previsibilidade” que ajude a assegurar o fornecimento desses produtos mesmo diante de crises internacionais. A ideia parte de uma relação de complementaridade: enquanto o Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de alimentos, países árabes estão entre importantes fornecedores de insumos utilizados pela agricultura brasileira.
O debate ocorre em um momento de crescimento das trocas comerciais. Entre janeiro e julho de 2026, as exportações brasileiras para os países da Liga Árabe chegaram a US$ 11,26 bilhões, alta de 3,71% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caminho inverso, as vendas árabes ao Brasil alcançaram US$ 6,13 bilhões, avanço de 12,22%. Somadas, as operações movimentaram aproximadamente US$ 17,39 bilhões no período.
Além da segurança alimentar, o Fórum colocou na mesa questões relacionadas a energia, logística, corredores comerciais, financiamento, economia digital e inteligência artificial. A programação também discutiu oportunidades para investimentos árabes em projetos brasileiros e alternativas para tornar as cadeias de abastecimento menos vulneráveis às instabilidades internacionais.
Para Mauro Vieira, há ainda espaço para uma aproximação maior no setor energético. Brasil e países árabes apresentam características que podem ser complementares, principalmente diante da transição para novas fontes de energia e da importância crescente dos minerais críticos para a indústria mundial.
O encontro ocorreu em um cenário particularmente desafiador para o comércio internacional, com conflitos no Oriente Médio afetando custos e rotas de transporte. Ainda assim, os números registrados em 2026 mostram que o intercâmbio entre brasileiros e árabes continua avançando.
A discussão realizada em São Paulo aponta também para uma relação que começa a ultrapassar os setores tradicionalmente associados ao comércio entre as duas regiões. Ao lado do agronegócio, entram cada vez mais na agenda temas como energia, infraestrutura, tecnologia, investimentos e novas rotas comerciais — áreas que podem definir a próxima etapa da aproximação econômica entre o Brasil e o mundo árabe.





























































