A União Europeia voltou a elevar o nível de alerta diante do avanço de ameaças classificadas como guerra híbrida, em um cenário marcado por incursões de drones, interferências em sistemas de navegação, ataques cibernéticos e outras ações capazes de afetar a segurança dos países do bloco.
O episódio envolvendo um drone na Romênia reacendeu as preocupações sobre a proteção do espaço aéreo europeu e sobre a necessidade de ampliar a capacidade de resposta dos Estados-membros.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem defendido que as recentes violações do espaço aéreo europeu não devem ser analisadas como episódios isolados. Na avaliação das instituições europeias, ações dessa natureza fazem parte de um ambiente de pressão que combina instrumentos militares, tecnológicos, digitais e de desinformação.
Documentos recentes do Parlamento Europeu também apontam a Rússia como a principal ameaça à segurança da União Europeia e citam violações do espaço aéreo, ataques cibernéticos, sabotagem, interferência eleitoral e manipulação de informações entre os instrumentos associados à guerra híbrida.
Drones passam a ocupar posição central
O crescimento do uso de drones mudou o cenário da segurança europeia. Equipamentos relativamente baratos podem ser utilizados para vigilância, ataques, reconhecimento ou para provocar interrupções em áreas consideradas estratégicas.
O Parlamento Europeu vem defendendo o fortalecimento dos sistemas de detecção e combate a drones, além de maior integração entre os países da União Europeia e a OTAN. A instituição também destaca a necessidade de desenvolver tecnologias capazes de responder a ameaças aéreas de maneira mais rápida e eficiente.
A preocupação não se limita à Romênia. Outros países europeus também registraram episódios envolvendo drones e violações de espaço aéreo nos últimos meses, aumentando a pressão para que a Europa reforce sua defesa aérea e sua capacidade de monitoramento.





























































