A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil confirmou que o governo americano decidiu suspender temporariamente a emissão de novos vistos de imigração para cidadãos de 75 países, incluindo o Brasil. A medida entra em vigor no dia 21 e não tem data prevista para ser encerrada.
Segundo a representação diplomática, a decisão está ligada à política migratória da administração Trump, que busca impedir que novos imigrantes se tornem dependentes de programas de assistência social financiados pelos contribuintes americanos. De acordo com a nota oficial, os países atingidos concentram um volume considerado elevado de imigrantes que recorrem a benefícios públicos nos Estados Unidos.
“O objetivo é garantir que a imigração ocorra de forma responsável e sustentável. A prioridade é que os imigrantes sejam financeiramente autossuficientes e não representem um encargo para o sistema de assistência social”, afirma o comunicado. A embaixada reforça que a revisão faz parte de um esforço mais amplo para assegurar que “a generosidade do povo americano não seja explorada”.
Como parte dessa estratégia, o Departamento de Estado dos EUA dará início a uma revisão abrangente das regras, normas e diretrizes que orientam a concessão de vistos de imigração. A intenção é endurecer critérios para solicitantes oriundos de países classificados como de “alto risco” no uso de benefícios sociais.
Apesar da abrangência da medida, o governo americano destacou que nenhum visto de imigrante já concedido será cancelado. Além disso, a suspensão não afeta vistos de turismo, estudo ou negócios, que seguem enquadrados na categoria de vistos de não imigrante e continuam sendo emitidos normalmente.
Além do Brasil, a lista de países afetados inclui nações da América Latina, África, Oriente Médio, Ásia e Europa Oriental, como Colômbia, Cuba, Haiti, Nigéria, Rússia, Irã, Paquistão, Afeganistão, entre outros. A relação completa foi divulgada oficialmente pelas autoridades americanas.
O anúncio da medida foi feito na quarta-feira (14) e já provoca reações em diversos países, especialmente aqueles com histórico significativo de imigração para os Estados Unidos. Ainda assim, o governo americano sustenta que a suspensão é administrativa e preventiva, e não representa uma proibição definitiva à imigração legal.
A política reforça a linha adotada por Trump desde o início de seu mandato, baseada no princípio de “Estados Unidos em primeiro lugar”, com foco no controle migratório e na redução de custos públicos associados à imigração







































































