O movimento ANO, liderado pelo primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babiš, enfrentou dificuldades na primeira fase das eleições para o Senado, realizadas em conjunto com as votações municipais nos dias 9 e 10 de outubro de 2026. O resultado representou um teste político para o chefe do governo, que regressou ao poder após vencer as eleições parlamentares de 2025.
Na disputa pelas 27 cadeiras do Senado em renovação, apenas cinco candidatos conseguiram garantir a eleição logo na primeira volta. Nenhum deles pertencia ao ANO, segundo os dados divulgados pelas autoridades eleitorais checas.
Outros 22 lugares serão decididos numa segunda votação. O movimento de Babiš conseguiu classificar 13 candidatos para essa etapa, enquanto os partidos e grupos da oposição pró-ocidental somaram 26 representantes. Em vários círculos eleitorais, essas forças uniram-se em coligações para aumentar a sua competitividade.
Nas eleições municipais, candidaturas independentes e agrupamentos de cidadãos conquistaram espaço em diferentes regiões do país. O movimento STAN destacou-se na capital, Praga, enquanto o ANO venceu em seis capitais regionais.
Embora o Senado tenha menos influência direta sobre a atividade legislativa do que a Câmara dos Deputados, a instituição desempenha um papel relevante na aprovação de alterações constitucionais e na nomeação de juízes do Tribunal Constitucional. Por esse motivo, a composição da câmara alta continua a ser importante para o equilíbrio político nacional.
Babiš voltou a ocupar o cargo de primeiro-ministro depois de o ANO obter uma vitória expressiva nas eleições parlamentares de outubro de 2025. O partido formou uma coligação governamental com o AUTO e o Liberdade e Democracia Direta (SPD).
Desde o regresso ao governo, a administração tem adotado uma posição mais distante do apoio à Ucrânia. Durante a campanha eleitoral, o ANO deu prioridade a questões internas, incluindo o custo da energia, as pensões e o acesso à habitação, defendendo uma maior concentração dos recursos públicos nos problemas enfrentados pela população checa.
O presidente Petr Pavel e os partidos da oposição, por sua vez, mantêm uma posição favorável ao apoio à Ucrânia. A divergência em relação à política externa continua a marcar o debate político no país.
No início de outubro, Babiš também sobreviveu a uma moção de censura relacionada, em parte, com o agravamento do défice orçamental. Os resultados das eleições para o Senado e das autárquicas acrescentam, assim, um novo elemento ao cenário político checo, enquanto a segunda volta deverá definir a distribuição de parte dos lugares ainda em disputa.




























































