O governo recém-empossado do Nepal pretende estreitar a cooperação econômica com a China e ampliar a atração de investimentos estrangeiros como parte de sua estratégia para acelerar o crescimento do país. A sinalização foi feita pelo ministro das Relações Exteriores nepalês, Shishir Khanal, durante visita oficial a Pequim.
Em entrevista à agência Reuters, o chanceler destacou que uma das prioridades da nova administração é fortalecer a economia nacional, estimular a criação de empregos e ampliar a capacidade produtiva do país himalaio, reduzindo a dependência de importações.
Governo promete estabilidade e ambiente favorável aos negócios
O Partido Rastriya Swatantra, criado há apenas três anos, conquistou ampla maioria nas eleições parlamentares realizadas em março, garantindo 182 das 275 cadeiras do Legislativo. A legenda chegou ao poder com promessas de promover maior estabilidade política, impulsionar a economia e intensificar o combate à corrupção.
A mudança de governo ocorreu após meses de turbulência política e manifestações lideradas por jovens da chamada Geração Z, que marcaram o cenário nacional em setembro do ano passado e resultaram em dezenas de mortes.
Segundo Shishir Khanal, o novo governo está empenhado em demonstrar aos investidores internacionais que o Nepal está comprometido com a implementação das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.
Nepal quer aproveitar tecnologia e investimentos chineses
Durante sua visita à China, o ministro ressaltou que o país asiático pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento econômico nepalês, especialmente por meio da transferência de tecnologia e do aumento dos investimentos produtivos.
A intenção é fortalecer setores capazes de substituir importações e gerar empregos no mercado interno, contribuindo para a expansão da atividade econômica.
“O principal objetivo é promover um crescimento mais acelerado da economia e ampliar as oportunidades para a população”, afirmou o chanceler.
Déficit comercial com a China preocupa autoridades
Apesar da aproximação entre os dois países, o Nepal ainda enfrenta um significativo desequilíbrio comercial em relação à China.
De acordo com Khanal, empresas nepalesas ainda não conseguiram aproveitar plenamente os benefícios oferecidos por Pequim, que concedeu acesso livre de tarifas para mais de 8 mil produtos provenientes do Nepal.
O ministro atribuiu parte dessa dificuldade ao histórico de instabilidade política vivido pelo país nas últimas décadas. Segundo ele, o Nepal passou por 32 mudanças de governo nos últimos 35 anos, fator que prejudicou a continuidade das políticas econômicas e reduziu a confiança dos investidores.
Nova gestão aposta em crescimento e geração de empregos
Com uma agenda voltada para o desenvolvimento econômico, o novo governo nepalês busca ampliar as exportações, incentivar a industrialização e criar um ambiente mais favorável para a instalação de novos empreendimentos.
A aproximação com a China ocorre em um momento em que o Nepal procura diversificar sua economia e aumentar sua inserção nos mercados internacionais, utilizando a cooperação regional como instrumento para promover crescimento sustentável e ampliar as oportunidades de emprego para sua população.







































































