Em comunicado de imprensa a Liga informa:
O dia 11 de maio marca o Dia Mundial de Solidariedade com a mídia palestina, data instituída pela Liga Árabe durante a 52ª sessão do Conselho de Ministros da Informação Árabes, realizada em setembro de 2022, no Cairo. A iniciativa ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com a segurança de jornalistas palestinos e com as restrições ao exercício da imprensa em territórios palestinos.
A escolha da data possui forte carga simbólica por anteceder as lembranças da Nakba de 1948 — episódio que marcou o deslocamento forçado de centenas de milhares de palestinos durante a criação do Estado de Israel. Para autoridades árabes, organizações de direitos humanos e analistas internacionais, os impactos da Nakba permanecem presentes no cotidiano palestino, refletindo décadas de ocupação, conflitos e sucessivas violações de direitos humanos.
O cenário ganhou ainda mais atenção após a morte da jornalista palestina Shireen Abu Akleh, correspondente da Al Jazeera, assassinada durante uma cobertura jornalística na Cisjordânia. O caso repercutiu mundialmente e se tornou símbolo dos riscos enfrentados por profissionais da imprensa em áreas de conflito, além de ampliar o debate internacional sobre proteção a jornalistas e garantia do direito à informação.
Desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em 7 de outubro de 2023, organizações internacionais de monitoramento da imprensa e direitos humanos apontam um agravamento significativo da situação. Segundo levantamentos recentes, mais de 260 jornalistas e trabalhadores da mídia morreram durante o conflito, número considerado um dos mais altos registrados em guerras contemporâneas.
Entidades de defesa da liberdade de imprensa denunciam ainda restrições operacionais, dificuldades de acesso à informação, confisco de equipamentos e ataques a estruturas de comunicação. Organizações internacionais afirmam que parte dessas ações pode representar violações do direito internacional humanitário e demandam investigações independentes sobre possíveis crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
Diante desse cenário, cresce a pressão internacional por medidas concretas de proteção a jornalistas e civis em zonas de conflito. Organizações de direitos humanos, associações de imprensa e representantes políticos defendem mecanismos efetivos de responsabilização e garantias para o exercício seguro e independente da atividade jornalística.
Mais do que um gesto simbólico, o Dia Mundial de Solidariedade com a mídia palestina reforça o debate global sobre liberdade de imprensa, proteção humanitária e acesso à informação em contextos de guerra — princípios considerados essenciais para a defesa da verdade, da transparência e da justiça internacional








































































