O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul começará a ser aplicado de forma provisória a partir de 1º de maio, conforme anúncio da Comissão Europeia. A medida marca um avanço histórico após mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos.
A implementação inicial do tratado ocorre após avaliação jurídica solicitada pelo Parlamento Europeu, que buscou garantir a legalidade do acordo. Com isso, será possível iniciar a redução de tarifas sobre diversos produtos já nos primeiros dias, além de estabelecer regras mais estáveis para comércio e investimentos entre as regiões.
Nesta fase, o acordo abrangerá Brasil, Argentina e Uruguai. O Paraguai ainda não participará da aplicação provisória, pois, apesar de já ter ratificado o tratado, ainda precisa concluir os trâmites formais de notificação junto à União Europeia.
O aval político para o acordo foi consolidado em janeiro, após aprovação dos 27 Estados-membros do bloco europeu. Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esteve no Paraguai, que ocupa a presidência rotativa do Mercosul, para formalizar o avanço do tratado.
Apesar do progresso, o acordo enfrenta resistência dentro da Europa, especialmente por parte de agricultores. Na Paris, manifestações recentes reuniram centenas de tratores em frente à Assembleia Nacional, refletindo preocupações com possíveis impactos econômicos sobre o setor agrícola local.
Para mitigar essas críticas, a Comissão Europeia incluiu mecanismos de proteção, como maior controle sobre importações — especialmente no que diz respeito a resíduos de pesticidas —, criação de um fundo de crise e propostas para reduzir tarifas sobre fertilizantes. Essas medidas buscam equilibrar os interesses comerciais com as demandas internas dos países europeus








































































