O Exercício Multinacional Salitre 2026, realizado no Chile, terá um cenário diferente do inicialmente previsto. A ausência dos caças F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos alterou o foco da operação, colocando em evidência a estreia internacional dos caças F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira (FAB) e os F-16 da Força Aérea Chilena, que passam a protagonizar as principais missões de combate aéreo durante o treinamento.
A participação brasileira representa um marco para a FAB. Pela primeira vez, o F-39E Gripen opera fora do território nacional em um exercício multinacional de grande porte, demonstrando o nível de maturidade operacional alcançado pelo caça desde sua incorporação ao sistema de defesa aérea do Brasil.
Para a missão no Chile, a Força Aérea Brasileira deslocou um dos maiores contingentes já enviados ao exterior com o novo vetor de combate. O destacamento inclui caças Gripen e uma aeronave de transporte multimissão KC-390 Millennium, responsável pelo apoio logístico às operações, evidenciando a capacidade da FAB de sustentar missões aéreas fora do país.
Com a retirada dos F-35 norte-americanos da programação, os exercícios de combate aéreo passam a destacar o confronto simulado entre os modernos Gripen brasileiros e os F-16 operados pela Força Aérea do Chile. A expectativa é que as aeronaves participem de missões de superioridade aérea, defesa do espaço aéreo, interceptação e operações combinadas com forças de diferentes países participantes.
O Salitre é considerado um dos principais exercícios militares da América Latina e reúne forças aéreas da região para aprimorar a interoperabilidade entre os países. A edição de 2026 também incorpora operações multidomínio, integrando ações aéreas, terrestres, espaciais, cibernéticas e de apoio logístico em cenários simulados de alta complexidade.
Para o Brasil, a participação representa uma oportunidade de validar, em ambiente internacional, as capacidades operacionais do Gripen E, aeronave desenvolvida pela Saab em parceria com a indústria nacional. O caça reúne radar de varredura eletrônica ativa (AESA), sensores integrados, sistemas avançados de guerra eletrônica e elevada capacidade de compartilhamento de dados em tempo real, características que o posicionam entre os aviões de combate mais modernos em operação na América do Sul.
Já a Força Aérea Chilena participa do exercício com sua consolidada frota de F-16, composta por aeronaves modernizadas e amplamente empregadas em missões de defesa aérea. A interação entre os dois modelos permitirá avaliar diferentes doutrinas operacionais e ampliar a cooperação entre as forças participantes.
Embora a ausência dos F-35 reduza a presença da quinta geração de caças no exercício, especialistas avaliam que o Salitre 2026 continuará sendo uma importante vitrine para a aviação militar regional. A estreia internacional do Gripen brasileiro e sua atuação ao lado de outras aeronaves de combate reforçam a crescente capacidade operacional da FAB e o avanço do programa de modernização da defesa aérea brasileira.







































































