O Brasil deverá cumprir até a primeira semana de maio toda a cota de exportação de carne bovina destinada à China em 2026. A estimativa foi apresentada pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, durante o Encontro de Confinamento e Recriadores promovido pela Scot Consultoria em Ribeirão Preto.
Segundo o executivo, houve aceleração significativa nos embarques ao longo de março, após o governo brasileiro decidir não adotar medidas de regulação para limitar as exportações. Com isso, o volume exportado apenas no primeiro trimestre já superou 40% da cota anual estabelecida para o mercado chinês.
Apesar do ritmo elevado de embarques, Perosa destacou que o principal ponto de preocupação do setor continua sendo a redução de 35% no volume autorizado para importações de carne brasileira pela China neste ano. As negociações para revisar esse limite, segundo ele, ainda não avançaram, e também não há perspectivas imediatas de abertura de novos mercados capazes de absorver o excedente que seria destinado ao país asiático.
O dirigente acrescentou que autoridades chinesas ainda não consolidaram oficialmente os números referentes ao mês de março, o que pode alterar parcialmente o quadro atual das exportações.
Perosa também comentou o recente registro de Febre aftosa no norte da China, afirmando que o episódio não representa impacto relevante para o comércio brasileiro. De acordo com ele, cerca de 10 mil animais foram abatidos pelas autoridades sanitárias chinesas, número considerado pequeno em relação ao tamanho do rebanho do país.
A China permanece como o principal destino da carne bovina brasileira, e qualquer alteração nas regras de importação ou nas cotas de compra tende a influenciar diretamente a dinâmica do setor pecuário no Brasil.







































































