O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou nesta quarta-feira (18) de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, onde reforçou a importância do multilateralismo como instrumento essencial para a prevenção de conflitos internacionais. Na ocasião, o chanceler também fez críticas à atuação da Organização das Nações Unidas diante da escalada de tensões no Oriente Médio.
A convocação do ministro foi aprovada anteriormente a partir de requerimento do deputado Rodrigo Valadares, sendo posteriormente ampliada por convites de Gustavo Gayer e Helio Lopes.
Durante a audiência, Mauro Vieira afirmou que o Brasil continuará atuando diplomaticamente para que os países envolvidos no conflito no Oriente Médio busquem soluções por meio do diálogo. Apesar de reconhecer limitações na atuação da ONU, ele reiterou que o país mantém seu compromisso com uma ordem internacional baseada em regras, na cooperação entre nações e na resolução pacífica de disputas.
Relações com a China
O chanceler também rebateu alegações sobre a existência de supostas bases militares da China em território brasileiro, classificando as informações como imprecisas e inconsistentes. Segundo ele, não há qualquer estrutura militar chinesa no país, tampouco acordos dessa natureza entre os dois governos.
Crime organizado e posição do Brasil
Outro ponto abordado foi a possibilidade de os Estados Unidos classificarem facções brasileiras como organizações terroristas, incluindo o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.
Mauro Vieira destacou que o governo brasileiro se posiciona contra essa classificação, alertando que tal medida poderia abrir espaço para sanções internacionais e até intervenções externas. Ele acrescentou que o Brasil já apresentou às autoridades norte-americanas propostas de cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico, buscando soluções conjuntas dentro do respeito à soberania nacional.
A participação do ministro reforça a linha diplomática brasileira de priorizar o diálogo, a cooperação internacional e o respeito às normas multilaterais em um cenário global cada vez mais instável.








































































