O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, voltou a defender uma reforma do Conselho de Segurança da ONU para garantir representação permanente aos países africanos.
A declaração foi feita durante a abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A programação do debate geral ocorre entre os dias 22 e 26 de setembro, com uma sessão adicional prevista para 28 de setembro.
Guterres destacou que, quando a Organização das Nações Unidas foi criada, grande parte do continente africano ainda estava submetida ao domínio colonial. Segundo ele, décadas depois, a África continua sem ocupar um assento permanente no principal órgão da ONU responsável por questões de paz e segurança internacionais.
Em seu discurso, o secretário-geral classificou como injustificável a ausência de representação africana permanente em um Conselho de Segurança que pretende refletir a realidade do século XXI. A posição apresentada por Guterres integra um debate mais amplo sobre a reforma das instituições multilaterais.
A defesa de maior participação africana no Conselho de Segurança não é nova para o secretário-geral. Em maio de 2026, Guterres já havia manifestado apoio à inclusão de países africanos entre os membros permanentes do órgão, relacionando a proposta à necessidade de enfrentar uma desigualdade histórica na estrutura de representação internacional.
Atualmente, o Conselho de Segurança possui cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — além de dez membros eleitos para mandatos de dois anos. Países africanos participam periodicamente como membros eleitos, mas nenhum deles possui assento permanente.
A discussão sobre uma eventual reforma envolve mudanças na composição e no funcionamento do Conselho de Segurança. A reivindicação africana busca ampliar a participação do continente nas decisões relacionadas à segurança internacional e à atuação do sistema multilateral.
Para Guterres, a configuração atual não corresponde às transformações ocorridas no cenário internacional desde a criação da ONU. A questão da representação africana permanece, portanto, entre os temas centrais do debate sobre a atualização das instituições multilaterais.




























































