O sul da Europa desponta como a região turística com maior crescimento para o verão do hemisfério norte em 2026. Países como Grécia, Espanha e Itália vêm registrando um aumento significativo no interesse de turistas internacionais, impulsionado por mudanças no cenário geopolítico e pelas dificuldades enfrentadas pelo setor aéreo em diversas partes do mundo.
Um levantamento da The Data Appeal Company, em parceria com o grupo Almaviva, aponta que a região mediterrânea deverá concentrar 11,71% da intenção global de viagens internacionais entre junho e agosto deste ano, representando um avanço de 2,47 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025.
Destinos próximos e acessíveis ganham preferência dos turistas
Segundo a análise, o comportamento dos viajantes vem sendo influenciado pelas tensões internacionais, pelas mudanças nas rotas aéreas e pelo aumento dos custos operacionais das companhias de aviação.
Esse cenário tem levado muitos turistas a optarem por destinos considerados mais acessíveis, familiares e com melhor conectividade, favorecendo especialmente países do sul da Europa.
Embora a Ásia continue concentrando a maior parcela da demanda turística global, a instabilidade em determinadas regiões do Oriente Médio e os impactos sobre os corredores aéreos internacionais têm contribuído para uma reorganização das viagens de longa distância.
Atenas, Barcelona e Roma estão entre os destaques
Entre os destinos que apresentaram maior crescimento, Atenas aparece como uma das cidades com melhor desempenho. A capital da Grécia ampliou sua participação na demanda mundial e continua atraindo visitantes tanto pelo turismo urbano quanto por servir como porta de entrada para as famosas ilhas gregas.
Barcelona permanece como a cidade mais procurada do sul da Europa, seguida por outros importantes centros turísticos, como Madri, Roma e Milão.
Especialistas atribuem os resultados positivos à combinação entre boa infraestrutura aeroportuária, ampla oferta de voos e o tradicional apelo das praias e paisagens do Mediterrâneo.
América do Norte também registra forte avanço
Além do crescimento observado na Europa, a América do Norte apresenta um desempenho expressivo para a temporada de verão de 2026.
A região deverá responder por 8,36% da intenção global de viagens, impulsionada principalmente pela expectativa em torno da Copa do Mundo de 2026. Cidades como Nova York, Los Angeles, Miami e Orlando aparecem entre os principais polos de atração para turistas internacionais.
No Canadá, destinos como Vancouver e Calgary também vêm registrando aumento na procura.
Ásia segue na liderança, apesar de desaceleração
Mesmo com uma redução na demanda em algumas áreas, a Ásia continua sendo a principal região turística do planeta. A Ásia Oriental deverá concentrar 14,41% da intenção global de viagens, enquanto o Sudeste Asiático representa 13,58%.
Isso significa que mais de um quarto dos turistas internacionais deve escolher destinos asiáticos durante o verão de 2026.
Bali permanece como o destino mais procurado do Sudeste Asiático, seguida por cidades como Manila e Jacarta. Vietnã, Tailândia e Filipinas também seguem em trajetória de crescimento.
Por outro lado, a Ásia Ocidental apresentou a maior retração entre todas as regiões analisadas, embora países como Turquia, Chipre e Geórgia continuem atraindo visitantes graças à forte demanda regional.
América Latina e Caribe ganham espaço no turismo internacional
Os dados revelam ainda uma redistribuição mais ampla da demanda turística global. América Latina e Caribe aparecem entre as regiões que mais ampliaram sua participação no mercado, com destaque para Peru, Brasil e México.
Na África, o crescimento foi moderado, enquanto o norte da Europa segue se beneficiando da tendência conhecida como “coolcations”, caracterizada pela busca por destinos com temperaturas mais amenas durante os meses mais quentes.
Nesse contexto, cidades como Londres, Edimburgo, Dublin e Copenhague, além da Islândia, vêm atraindo turistas que desejam fugir das ondas de calor registradas em outras regiões do continente.
Com mudanças no cenário geopolítico e no transporte aéreo internacional, os hábitos dos viajantes continuam em transformação. A busca por destinos próximos, seguros e com boa infraestrutura deverá moldar o turismo global ao longo de 2026, consolidando o sul da Europa como um dos principais polos de atração para visitantes de todo o mundo.






































































