O Brasil e o Uruguai voltaram a alinhar estratégias para aprofundar a cooperação no agronegócio regional, em um momento marcado por discussões sobre integração econômica, inovação tecnológica e expansão de mercados internacionais.
A agenda foi debatida durante encontro realizado em Brasília entre o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, André de Paula, e o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Alfredo Fratti.
Durante a reunião, os dois governos destacaram a importância histórica da relação bilateral, sustentada por forte intercâmbio comercial, cooperação técnica e integração regional no âmbito do Mercosul e do Conselho Agropecuário do Sul.
Entre os principais temas discutidos estiveram o setor leiteiro, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia e iniciativas destinadas à ampliação das oportunidades de exportação para os dois países. O governo brasileiro ressaltou que acompanha as demandas do setor com base em critérios técnicos e instrumentos legais, buscando soluções equilibradas para fortalecer a parceria bilateral.
A pauta também avançou em áreas ligadas à ciência, inovação e sustentabilidade. Um dos destaques foi a consolidação da primeira Unidade Mista de Pesquisa e Inovação internacional, criada por meio da cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e o Instituto Nacional de Investigação Agropecuária.
Outro ponto relevante foi o fortalecimento da agenda de bioinsumos, considerada estratégica pelos dois países por combinar ganhos de produtividade com práticas agrícolas mais sustentáveis. O tema ganhou impulso após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em dezembro de 2025, voltado ao desenvolvimento conjunto de tecnologias e soluções biológicas aplicadas à produção agropecuária.
Os números do comércio bilateral reforçam a relevância da parceria. Em 2025, o intercâmbio comercial entre Brasil e Uruguai movimentou aproximadamente US$ 2,22 bilhões, consolidando o agronegócio como um dos pilares centrais da integração econômica entre os dois países.
A aproximação entre Brasília e Montevidéu reflete uma tendência mais ampla de cooperação regional voltada à segurança alimentar, inovação tecnológica e fortalecimento da competitividade sul-americana no mercado global de alimentos.








































































