O governo do Reino Unido condenou a aproximação de uma aeronave militar da Rússia ao porta-aviões HMS Prince of Wales, classificando a ação como “insegura e não profissional”. O incidente ocorreu durante uma operação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no Mar da Noruega, elevando a tensão entre as forças militares da aliança e Moscou.
Segundo o Ministério da Defesa britânico, o avião de patrulha marítima russo Tu-142 Bear-F realizou sucessivas aproximações do grupo naval liderado pelo HMS Prince of Wales, voando a baixa altitude e lançando sonoboias nas proximidades da força-tarefa. As autoridades afirmam que a tripulação russa também ignorou as tentativas de contato realizadas por meio das frequências internacionais de segurança.
Caças F-35 foram acionados para interceptação
Em resposta à movimentação da aeronave russa, a Marinha Real Britânica mobilizou dois caças F-35B Lightning II, que decolaram do próprio HMS Prince of Wales para identificar, interceptar e escoltar o Tu-142 até que ele deixasse a área de operações.
O episódio ocorreu durante uma missão da OTAN voltada ao reforço da segurança no Atlântico Norte e no Alto Norte, regiões consideradas estratégicas diante do aumento das atividades militares russas nos últimos anos.
Governo britânico critica conduta da aeronave russa
O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que a aproximação representou um comportamento incompatível com os protocolos internacionais de segurança aérea.
De acordo com o governo britânico, a combinação de voos em baixa altitude, da proximidade com o grupo naval e do lançamento de equipamentos para detecção submarina aumentou os riscos operacionais durante a missão conduzida em águas internacionais.
HMS Prince of Wales lidera grupo de ataque da Royal Navy
O HMS Prince of Wales atua como navio-capitânia do grupo de ataque da Royal Navy, acompanhado por destróieres, navios de apoio e aeronaves embarcadas.
Durante a missão, o porta-aviões participa de operações da OTAN destinadas a reforçar a vigilância e a capacidade de resposta da aliança no Atlântico Norte e no Ártico. Segundo o governo britânico, esta é a primeira vez que missões de policiamento aéreo da OTAN são executadas por caças F-35 operando a partir de um porta-aviões europeu.
Incidente reflete cenário de maior tensão militar
O episódio ocorre em um contexto de crescente rivalidade entre a OTAN e a Rússia, marcado pelo aumento da presença militar no norte da Europa e por operações frequentes de vigilância aérea e naval.
Especialistas apontam que interceptações desse tipo se tornaram mais comuns nos últimos anos, especialmente em áreas estratégicas próximas ao Ártico e ao Mar da Noruega, onde a atividade militar das duas partes tem se intensificado.
Segurança no Atlântico Norte segue como prioridade
As autoridades britânicas afirmaram que continuarão monitorando de perto qualquer atividade considerada potencialmente perigosa para as forças da OTAN. O governo destacou que operações conjuntas e a pronta resposta de meios navais e aéreos são essenciais para garantir a segurança da aliança em uma região cada vez mais estratégica para a defesa europeia.







































































