O papa reuniu cerca de 40 mil pessoas na região de fronteira entre Uruguai e Argentina. Muitos fiéis passaram a noite esperando sob chuva forte, que diminuiu pouco antes da chegada dele. Ele pediu que superassem suas diferenças, num continente marcado por fortes divisões políticas.
Foram cerca de 750 km de ida e volta entre Montevidéu e Paysandú, centro econômico às margens do rio no noroeste uruguaio. Leão foi o primeiro papa a visitar a cidade, escolhida pelo Vaticano para a primeira missa dele na América do Sul por ser de fácil acesso a peregrinos de toda a região. Ele passou pelo parque onde ocorreu a celebração em papamóvel aberto, entre aplausos e buzinas.
Ele se inspirou na vizinha Ponte Internacional General Artigas, que liga Uruguai e Argentina, e disse que a vocação de todos é construir pontes, fortalecer laços, unir e comunicar. Um fiel de Buenos Aires, Mariano Méndez, de 36 anos, disse que o papa criou uma energia muito inspiradora.
Contexto da viagem:
- É uma viagem de 12 dias por Uruguai, Argentina e Peru, até 17 de novembro, uma das mais exigentes de um papa nas últimas décadas.
- Leão tem 71 anos e passou por cirurgia para tratar um câncer de pulmão há menos de um mês.
- O Vaticano a descreve como um “retorno às origens”: ele foi missionário no Peru por décadas e se tornou cidadão peruano.
- Na sexta-feira, em discurso a autoridades uruguaias, ele incentivou os países sul-americanos a enfrentarem juntos os problemas regionais e darem exemplo de cooperação internacional.
- Entre os temas esperados estão a destruição ambiental, o tráfico de armas e a instabilidade política.
Agenda:
- No sábado, em Montevidéu, haveria uma vigília de oração com cerca de 60 mil jovens.
- Ele também visitaria Casavalle, bairro periférico marcado por violência e tráfico. O pastor Pablo Coimbra disse que a área é esquecida por governos e instituições.
- A visita ao Uruguai termina no domingo de manhã. À tarde ele segue para a Argentina, onde se encontrará com o presidente Javier Milei, visto como aliado de Donald Trump. A matéria lembra que Trump criticou duramente o papa neste ano, depois que ele se manifestou contra a guerra no Irã.
Fonte: Agência Brasil



























































