Recepção reuniu autoridades brasileiras, parlamentares e diplomatas para marcar o sexto aniversário da guerra de 44 dias. Embaixador destacou soberania, pragmatismo e negociações de paz com a Armênia.
BRASÍLIA – A Embaixada do Azerbaijão no Brasil realizou uma recepção em comemoração ao Dia da Vitória, celebrado em 8 de novembro. Em 2026, a data marca o sexto aniversário do fim da guerra de 44 dias, que resultou na retomada do controle de territórios pelo Azerbaijão.
A cerimônia foi aberta com a execução dos hinos nacionais do Azerbaijão e do Brasil pela banda de música da Força Aérea Brasileira (FAB). O evento reuniu representantes do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), do Ministério da Defesa e de outros órgãos do governo federal, além de parlamentares e integrantes de uma delegação administrativa do Congresso Nacional.
Também participaram diplomatas de países parceiros, representantes da imprensa, de instituições de pesquisa e dirigentes da Associação dos Veteranos de Fuzileiros Navais, seção regional de Brasília (AVCFN).
Em seu discurso, o embaixador Rashad Novruz destacou a diplomacia como um dos pilares centrais da política externa azerbaijana. “Basicamente, nós não fazemos política, fazemos diplomacia”, afirmou, ao identificar a soberania e o pragmatismo como princípios fundamentais que orientam as relações internacionais do país.
Segundo Novruz, sob a liderança do presidente Ilham Aliyev, o Azerbaijão tomou a iniciativa de buscar a paz com a Armênia. O embaixador lembrou que seu governo apresentou uma proposta de tratado de paz há mais de cinco anos e meio. O documento foi rubricado pelas duas partes, e sua assinatura formal é aguardada como um marco histórico nas relações bilaterais.
Enquanto isso, prosseguem as negociações sobre a delimitação de fronteiras e a reabertura de rotas de transporte e infraestruturas regionais, paralelamente à ampliação da cooperação com países como Cazaquistão, Turquia, Rússia e Irã.
Novruz também mencionou as comemorações do Dia da Vitória realizadas em capitais da Europa, Ásia e África, ressaltando a importância da preservação da memória histórica. Segundo o embaixador, revisitar os conflitos do passado deve servir “não para esquecer, mas para lembrar”, transmitindo às futuras gerações suas lições e a importância da paz e da cooperação.
Ao encerrar, agradeceu a presença dos convidados e reafirmou o compromisso do Azerbaijão com a estabilidade regional e a cooperação internacional.




























































