Ruanda deu mais um passo para ampliar sua presença econômica no Brasil com a realização do Rwanda–Brazil Business Forum 2026, em São Paulo. O encontro reuniu empresários, investidores, autoridades e instituições em uma agenda voltada à abertura de novos mercados, investimentos e parcerias entre os dois países.
Realizado no dia 20 de agosto, o fórum integrou uma missão empresarial ruandesa ao Brasil, realizada entre os dias 17 e 21, com compromissos em Brasília, Santa Catarina e São Paulo. A programação envolveu encontros entre governos, reuniões empresariais e discussões sobre comércio, investimentos, inovação e qualificação profissional.
Diplomacia ativa de Lawrence Manzi
Um dos nomes presentes nesse processo de aproximação é o embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi. Primeiro embaixador ruandês residente em Brasília, o diplomata vem mantendo uma agenda ativa de contatos com autoridades, instituições e representantes do setor empresarial brasileiro desde a abertura da representação diplomática do país na capital federal.
O dinamismo de Manzi tem sido especialmente perceptível na área econômica. Nos últimos meses, o embaixador participou de reuniões destinadas a aproximar empresários brasileiros de Ruanda e esteve diretamente envolvido na preparação da missão empresarial realizada em agosto. Em julho, ele já anunciava que o país preparava sua primeira missão comercial ao Brasil.
A atuação também ultrapassou Brasília. Em junho, Manzi esteve na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), onde foram discutidas oportunidades de cooperação em setores como agronegócio, mineração, energia, tecnologia e formação profissional.
Na missão realizada entre 17 e 21 de agosto, o embaixador acompanhou a delegação liderada pela secretária permanente do Ministério do Comércio e Indústria de Ruanda, Chantal Tuyishimire. A agenda passou por diferentes regiões do Brasil e buscou transformar a aproximação institucional em oportunidades concretas para empresas dos dois países.
Empresas ruandesas chegam ao mercado brasileiro
O fórum de São Paulo reuniu uma ampla representação empresarial de Ruanda. A programação oficial previa a presença de mais de 40 empresas e instituições ruandesas, representando setores como agronegócio, indústria, tecnologia, saúde e farmacêutico, energia, logística, serviços financeiros, turismo, construção, educação e mineração.
Além das apresentações institucionais, a programação foi estruturada para promover contatos diretos entre empresários brasileiros e ruandeses, criando espaço para identificar possibilidades de exportação, importação, investimentos e formação de parcerias.
A missão também produziu resultados institucionais. Entre eles esteve a assinatura de um memorando de entendimento entre a Rwanda Polytechnic e a Fecomércio Santa Catarina, direcionado à educação técnica e profissional, desenvolvimento de competências, inovação e tecnologia.
Uma relação bilateral em construção
A movimentação ocorre em um momento relativamente novo das relações diplomáticas entre Brasil e Ruanda. Embora os dois países mantenham relações diplomáticas desde 1981, a decisão de estabelecer embaixadas residentes em Brasília e Kigali foi tomada apenas no final de 2023.
Desde então, a representação ruandesa tem buscado dar conteúdo econômico a essa aproximação. A sequência de reuniões, visitas institucionais e missões empresariais mostra uma diplomacia voltada não apenas ao relacionamento político, mas também à criação de conexões entre empresas, investidores e instituições.
Nesse cenário, a atuação de Lawrence Manzi ganha relevância por aproximar a diplomacia tradicional da chamada diplomacia econômica. A missão realizada em agosto representa um dos movimentos mais concretos dessa estratégia: colocar empresários dos dois países frente a frente e transformar uma relação bilateral ainda recente em novas possibilidades de comércio, investimento e cooperação.





























































