Evento na UNIFACS homenageou as vítimas do Genocídio contra os Tutsi e destacou a importância da educação para a prevenção de novas tragédias
O embaixador de Ruanda no Brasil, Lawrence Manzi, participou da cerimônia do Kwibuka 31 realizada na Universidade Salvador (UNIFACS), em Salvador, reunindo estudantes, professores, autoridades, representantes da sociedade civil e membros da comunidade em homenagem às vítimas do Genocídio contra os Tutsi ocorrido em Ruanda, em 1994.
A programação teve início com a tradicional Walk to Remember (Caminhada da Memória), realizada nas dependências da universidade. O ato simbólico promoveu um momento de reflexão coletiva sobre a preservação da memória histórica, a solidariedade entre os povos e a necessidade permanente de combater a intolerância e o extremismo.
Na sequência, os participantes participaram do acendimento de velas em homenagem às mais de um milhão de vítimas do genocídio, em um gesto de respeito e lembrança daqueles que perderam a vida durante uma das maiores tragédias humanitárias do século XX.
Ao longo da cerimônia, palestras e debates abordaram temas relacionados à prevenção de genocídios, ao enfrentamento do discurso de ódio, à disseminação de informações falsas e aos riscos do negacionismo histórico. As discussões também destacaram os desafios impostos pelos ambientes digitais e pelas redes sociais na propagação de mensagens de intolerância e divisão.
Os participantes enfatizaram ainda o papel da educação como ferramenta fundamental para a promoção dos direitos humanos, do diálogo intercultural e da cultura de paz. A responsabilidade das universidades e das novas gerações na construção de sociedades mais inclusivas e democráticas também esteve entre os principais temas debatidos.
A presença do embaixador Lawrence Manzi reforçou a importância da cooperação internacional na preservação da memória histórica e na disseminação de valores voltados à reconciliação, à tolerância e ao respeito à diversidade.
Durante o encontro, foram compartilhadas reflexões sobre as lições deixadas pelo genocídio de 1994 e sobre a necessidade de vigilância permanente contra todas as formas de discriminação, violência e intolerância que ameaçam a convivência pacífica entre os povos.
A organização do evento agradeceu à UNIFACS, aos docentes, estudantes e convidados que contribuíram para a realização da cerimônia, ressaltando a relevância de iniciativas acadêmicas voltadas para a educação em direitos humanos e para a formação de uma cidadania global comprometida com a paz.
Mais do que uma homenagem às vítimas, o Kwibuka 31 reafirmou o compromisso com o lema “Nunca Mais”, fortalecendo a consciência coletiva de que preservar a memória é uma das formas mais importantes de impedir que tragédias semelhantes se repitam no futuro.
Ao recordar o passado, a sociedade honra as vítimas; ao refletir sobre suas lições, fortalece os valores humanitários; e, ao agir, reafirma o compromisso com a paz, a justiça e a dignidade humana.








































































