Durante missão empresarial realizada na Alemanha na última semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) liderou uma agenda que resultou em um acordo relevante para o setor energético brasileiro. O entendimento firmado entre representantes da indústria dos dois países prevê a criação do empreendimento Morro Pintado, da empresa Brazil Green Energy, voltado à produção de hidrogênio verde e amônia no Rio Grande do Norte.
A iniciativa é considerada um passo concreto no fortalecimento das relações econômicas entre Brasil e Alemanha, alinhando-se à meta bilateral de duplicar o volume de comércio entre os países nos próximos cinco anos. O projeto também reforça o papel estratégico do Brasil na transição energética global, especialmente no segmento de energias renováveis.
Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, o estado apresenta condições altamente favoráveis para o desenvolvimento desse tipo de tecnologia. Ele destacou o potencial expressivo de geração energética a partir de fontes renováveis, estimado em cerca de 89 milhões de toneladas por ano, resultado do mapeamento recente das áreas prioritárias para produção de hidrogênio.
Além do impacto econômico, o acordo simboliza uma aproximação ainda maior entre o setor industrial brasileiro e um dos principais polos tecnológicos do mundo. Para representantes da indústria, a parceria com a Alemanha agrega não apenas investimentos, mas նաև transferência de conhecimento, inovação e compromisso com práticas sustentáveis.
A missão também incluiu a participação de lideranças industriais brasileiras na Feira de Hannover, um dos maiores eventos do setor no mundo. Durante o encontro com a Câmara Brasil-Alemanha (AHK), foram discutidas novas oportunidades de cooperação com estados alemães como Baviera, Baden-Württemberg e Baixa Saxônia, ampliando as perspectivas de integração industrial.
A agenda internacional reforça a estratégia brasileira de inserção em cadeias globais de valor ligadas à economia verde, ao mesmo tempo em que posiciona o Rio Grande do Norte como um dos principais hubs de produção de energia limpa do país.








































































