O Aeroporto London City, localizado na região central de Londres, abriu consulta pública para viabilizar a operação de jatos Airbus A320neo. A proposta, anunciada anteriormente pela administração do terminal, depende agora de aprovação regulatória e do processo de participação pública.
Mudança técnica no perfil de aproximação
A iniciativa integra uma Proposta de Mudança de Espaço Aéreo (Airspace Change Proposal – ACP) submetida à Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido.
O ponto central da proposta é a redução do ângulo de aproximação final de 5,5 graus para 4,49 graus. Atualmente, o London City exige um dos perfis de descida mais íngremes do mundo para aeronaves comerciais, devido à sua localização urbana e restrições de ruído.
Segundo o aeroporto, a alteração não implicaria mudanças nas rotas já existentes, mas ampliaria o leque de aeronaves aptas a operar na pista.
Hoje, domínio da Embraer e do A220
Com o perfil atual de 5,5 graus, apenas aeronaves certificadas para steep approach (aproximação íngreme) podem operar regularmente no aeroporto. Entre elas estão os E-Jets da Embraer e o Airbus A220.
Esse requisito técnico fez do London City um reduto natural para aeronaves de menor porte, com foco em rotas de negócios e alta frequência.
O que mudaria com o A320neo
O A320neo, que tipicamente transporta cerca de 180 passageiros, não pode atualmente operar no aeroporto devido às limitações de aproximação e performance. Caso a mudança seja aprovada, o modelo poderá ampliar significativamente a capacidade por voo, alterando o perfil operacional do terminal.
A possível entrada do A320neo representaria:
•Maior oferta de assentos por slot;
•Potencial redução de custo por passageiro;
•Aumento da competitividade em rotas europeias;
•Mudança no equilíbrio entre aeronaves regionais e narrow bodies de maior porte.
Impacto estratégico
A decisão pode redefinir o posicionamento do London City no mercado londrino, tradicionalmente dominado por aeroportos como Aeroporto de Heathrow e Aeroporto de Gatwick.
Para a Embraer, que historicamente mantém forte presença no terminal, a eventual certificação do A320neo introduz um novo vetor competitivo, embora a operação em aeroportos centrais continue favorecendo aeronaves com melhor desempenho em pistas curtas e restrições operacionais.
A consulta pública agora será determinante para definir se o aeroporto manterá seu perfil mais exclusivo ou ampliará sua capacidade com jatos de maior porte








































































