A XVII Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA), realizada entre os dias 8 e 10 de julho em Cusco, no Peru, foi encerrada com a assinatura da Declaração de Cusco, documento que reúne os principais consensos alcançados pelos países participantes e estabelece diretrizes para ampliar a cooperação regional em temas ligados à defesa e à segurança. O encontro reuniu representantes de 34 nações do continente e reforçou o papel do diálogo multilateral diante dos desafios estratégicos contemporâneos.
Ao longo da conferência, ministros e autoridades debateram assuntos como combate ao crime organizado transnacional, segurança cibernética, inteligência artificial aplicada à defesa, proteção de infraestruturas críticas, resposta a desastres naturais, assistência humanitária e fortalecimento da interoperabilidade entre as Forças Armadas das Américas. As discussões também destacaram a importância da transformação digital e do intercâmbio de informações para ampliar a capacidade de resposta conjunta diante de ameaças emergentes.
A Declaração de Cusco consolida os entendimentos obtidos durante as sessões plenárias e servirá de base para os trabalhos dos grupos técnicos até a próxima edição da conferência. O documento reafirma o compromisso dos países com a cooperação internacional, o fortalecimento da confiança mútua e o desenvolvimento de mecanismos de coordenação voltados à estabilidade e à segurança no continente.
A delegação brasileira foi liderada pelo ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, que participou de reuniões bilaterais com representantes da Bolívia, Canadá, Equador, Estados Unidos e Peru. Os encontros abordaram temas relacionados à cooperação militar, intercâmbio entre as Forças Armadas, segurança regional e troca de experiências em áreas estratégicas para a defesa.
Criada em 1995, a Conferência de Ministros da Defesa das Américas é realizada a cada dois anos e constitui um dos principais fóruns de diálogo do hemisfério na área de defesa. Além de promover a aproximação entre os países, o mecanismo busca incentivar iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento de capacidades, ao compartilhamento de boas práticas e ao fortalecimento da cooperação em temas de interesse comum.







































































