O Irã afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições estabelecidas por Teerã. A declaração foi feita neste domingo (4) pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, em meio às negociações para tentar reduzir as tensões no Oriente Médio.
Segundo Qalibaf, o governo iraniano mantém uma posição considerada firme sobre a questão e não pretende autorizar a retomada do tráfego marítimo enquanto as sete condições previstas em um memorando de entendimento firmado em junho não forem atendidas.
O Irã chegou a apresentar uma proposta durante a Assembleia Geral das Nações Unidas prevendo a possibilidade de normalizar a passagem pelo estreito em até sete dias caso as exigências fossem cumpridas. Washington teria respondido à proposta por meio de intermediários do Catar.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que Teerã já apresentou aos Estados Unidos suas principais posições por meio dos mediadores. Segundo ele, ainda existem pontos adicionais que precisam ser comunicados ao governo americano.
Baghaei também declarou que o foco imediato do Irã está na segurança do Estreito de Ormuz. De acordo com o porta-voz, qualquer retomada segura da navegação dependerá de medidas concretas adotadas pelos Estados Unidos.
As negociações envolvem também questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e às sanções impostas por Washington. O governo de Teerã, entretanto, negou que tenha iniciado novas negociações nucleares com os Estados Unidos em troca de um eventual alívio das sanções.
O Catar vem atuando como intermediário entre Washington e Teerã em uma tentativa de aproximar as partes e criar condições para o fim do conflito e a reabertura do estreito.
A região possui enorme importância para o comércio internacional de energia. Antes do início da guerra, o Estreito de Ormuz era utilizado para transportar aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo, o que faz com que qualquer interrupção prolongada provoque preocupação nos mercados internacionais.
O memorando firmado em junho contribuiu para um cessar-fogo temporário e incluiu compromissos relacionados tanto ao Estreito de Ormuz quanto ao programa nuclear iraniano. As negociações atuais buscam estabelecer uma sequência de medidas capaz de retomar o processo diplomático.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que seu país espera que os Estados Unidos priorizem a diplomacia. Ao mesmo tempo, advertiu que Teerã está preparado para responder caso Washington volte a recorrer a ações militares.
A manutenção do bloqueio aumenta a pressão sobre as negociações e mantém o Estreito de Ormuz no centro das discussões sobre segurança energética e estabilidade no Oriente Médio.




























































