Denise Pires de Carvalho, presidente da Capes e ex-reitora da UFRJ, chega à alta direção da organização e amplia a presença brasileira no cenário científico internacional
A ciência brasileira ganha maior projeção internacional com a escolha da médica, professora e pesquisadora Denise Pires de Carvalho para integrar a alta direção da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A brasileira assumirá uma das principais funções da organização na área de Ciências.
Atual presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise construiu uma trajetória ligada à pesquisa, à universidade e à gestão da educação superior. Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez mestrado em Biofísica e doutorado em Ciências na mesma instituição.
Sua carreira também é marcada pelo pioneirismo. Em 2019, Denise tornou-se a primeira mulher a assumir a Reitoria da UFRJ. Posteriormente, ocupou a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação e chegou à presidência da Capes, instituição estratégica para a pós-graduação e a formação de pesquisadores no Brasil.
A chegada da brasileira à direção da Unesco ocorre em um período em que a ciência ocupa espaço cada vez maior na agenda internacional. Mudanças climáticas, recursos hídricos, desenvolvimento sustentável, novas tecnologias e os desafios relacionados à inteligência artificial estão entre os temas que exigem cooperação crescente entre países, universidades e centros de pesquisa.
Com sede em Paris, a Unesco atua na promoção da cooperação internacional nas áreas de educação, ciência, cultura e comunicação. A organização reúne países de diferentes regiões do mundo e tem papel importante na construção de iniciativas multilaterais voltadas ao conhecimento e ao desenvolvimento.
Para o Brasil, a escolha de Denise Pires de Carvalho também reforça a participação do país nos espaços internacionais de decisão relacionados à ciência. Sua experiência à frente de instituições acadêmicas e de órgãos públicos deverá agora ganhar dimensão global, aproximando a produção científica brasileira dos grandes debates multilaterais.
A presença de uma brasileira na alta direção da Unesco representa ainda o reconhecimento de uma trajetória dedicada à pesquisa e à educação e amplia a voz do país em discussões que terão impacto direto sobre o futuro da ciência, da tecnologia e do desenvolvimento sustentável.




























































