Este ano, a Embaixada da França no Brasil celebra os 50 anos do conjunto arquitetônico que se tornou parte integrante da paisagem diplomática da capital federal
Em um mesmo lote, o prédio da Embaixada e a Residência Oficial do Embaixador. A história dessas construções acompanha a própria consolidação de Brasília como capital diplomática do Brasil. Com a transferência da capital do Rio de Janeiro para o Planalto Central, na década de 1960, a França instala sua missão diplomática
permanente na nova cidade.
Le Corbusier et Niemeyer – Tudo a ver
Originalmente, o projeto inicial da Embaixada foi confiado ao arquiteto franco-suíço Le Corbusier, figura central do modernismo e que tanto inspirou Oscar Niemeyer.
Com sua morte em 1965, o projeto foi retomado pelo seu discípulo, o arquiteto chileno Guillermo de la Fuente, que concebeu um conjunto arquitetônico mais horizontal e articulado em blocos, em diálogo com o clima e a paisagem do cerrado.
Esses blocos se organizam em torno de pátios internos, permitindo iluminação natural, ventilação cruzada e integração com a vegetação. A embaixada e a residência foram consturidas entre janeiro de 1974 e dezembro de 1976.
Um espaço de diplomacia viva
Ao longo de cinco décadas, a Embaixada da França em Brasília tornou-se um espaço de diplomacia viva, onde se cruzam política, cultura, ciência e economia. A Residência Oficial recebeu chefes de Estado, ministros, artistas, intelectuais e representantes da sociedade civil, enquanto a Chancelaria acompanhou as principais etapas da relação franco-brasileira. Reformada recentemente, a sala de cinema Le Corbusier oferece, toda semana, filmes em francês para o público de Brasília.
Celebrar os 50 anos da Embaixada da França em Brasília é celebrar mais do que um niversário arquitetônico. É reconhecer esse espaço como um símbolo da amizade franco-brasileira e da aposta comum na modernidade, na cultura e no multilateralismo.








































































