A Vale planeja dar um passo decisivo em sua estratégia internacional ao avaliar, ainda em 2026, a aprovação do investimento para a implantação de um grande polo siderúrgico em Omã, no Oriente Médio. A iniciativa integra o movimento da companhia para ampliar sua atuação em soluções industriais de menor impacto ambiental e diversificar sua presença fora do mercado brasileiro.
Estimado em cerca de US$ 5 bilhões, o empreendimento prevê a instalação de um complexo voltado à produção de insumos para a indústria do aço com redução significativa das emissões de carbono. O projeto está alinhado às exigências globais de descarbonização do setor siderúrgico e reforça a aposta da mineradora em novas tecnologias e modelos produtivos mais sustentáveis.
A escolha de Omã como sede do projeto se deve a uma combinação de fatores estratégicos. O país oferece localização privilegiada entre Europa e Ásia, infraestrutura logística já consolidada, acesso competitivo a fontes de energia e um ambiente regulatório favorável à transição energética. A expectativa é que o complexo se consolide como um dos principais centros regionais de siderurgia de baixo carbono.
Além do posicionamento ambiental, o hub industrial deve trazer impactos econômicos relevantes, incluindo geração de empregos, estímulo à economia local e maior integração da Vale com clientes globais do setor. A unidade também deve atuar como um polo de processamento e distribuição de produtos de maior valor agregado.
A aprovação final do investimento ainda depende da análise de variáveis como cenário de mercado, estrutura de financiamento e definição de parceiros estratégicos. Caso avance, o projeto representará um marco na evolução do modelo de negócios da Vale, reforçando sua transição para uma atuação mais sustentável, inovadora e globalizada







































































