Mais de 7 mil militares das Forças Armadas — entre Exército, Marinha e Aeronáutica — iniciarão oficialmente nesta quarta-feira (29) a operação que irá garantir a segurança e a estabilidade da COP30, conferência global sobre o clima que será realizada em Belém, no Pará. A ação marca o começo de uma mobilização inédita na Amazônia, com o uso de blindados, drones, defesa antiaérea, segurança cibernética e operações especiais.
O Comando Operacional Conjunto Marajoara, nome dado à estrutura montada para o evento, centraliza os esforços de planejamento, logística e inteligência. O início oficial das atividades foi marcado pelo “Apronto Operacional”, cerimônia realizada na Base Aérea de Belém, onde foram apresentadas as principais viaturas, aeronaves e equipamentos que estarão em ação durante o evento.
Planejamento estratégico e efetivo nacional mobilizado
A operação reúne militares de várias regiões do Brasil, deslocados para a capital paraense ao longo dos últimos meses. Muitos deles possuem experiência em grandes eventos internacionais, como a Rio+20 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e agora se unem às tropas locais do Comando Militar do Norte (CMN).
O planejamento para garantir a segurança da COP30 começou ainda em 2024, com um extenso trabalho de mapeamento e análise de risco. Além de proteger a cidade-sede, o comando também terá a missão de assegurar o funcionamento de infraestruturas críticas, como as usinas hidrelétricas de Belo Monte e Tucuruí, consideradas estratégicas para a estabilidade energética da região.
Conforme divulgado pelo Diário do Pará, o “Apronto Operacional” serve como uma espécie de certificação da prontidão militar, comprovando que as forças estão preparadas para qualquer cenário que envolva riscos à conferência.
Treinamentos, defesa tecnológica e apoio à segurança pública
Desde o primeiro semestre, as Forças Armadas vêm conduzindo treinamentos especializados que incluem Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), Defesa Cibernética, Defesa Antiaérea, Combate a drones, Escolta de autoridades e operações de segurança de dignitários. O objetivo é criar um ambiente seguro e controlado para chefes de Estado, autoridades internacionais e visitantes.
Durante o mês de novembro, o efetivo atuará de forma integrada com órgãos de segurança pública municipais, estaduais e federais, reforçando a vigilância em pontos sensíveis da cidade. Essa integração é considerada fundamental para evitar sobreposições e garantir a eficiência das ações.
Além das patrulhas ostensivas e do monitoramento aéreo, há a expectativa de que o governo federal publique um Decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), medida que autoriza o emprego das Forças Armadas em apoio à segurança pública — algo comum em eventos internacionais de grande porte realizados no Brasil.
Operação Marajoara e o papel da Amazônia na COP30
A Operação Marajoara foi planejada para simbolizar o compromisso do Brasil com a segurança e a sustentabilidade, especialmente em um evento que coloca a Amazônia no centro das atenções mundiais. Além do aparato militar, o evento servirá para exibir a capacidade logística e a competência técnica das Forças Armadas na região amazônica.
Para os comandantes envolvidos, a missão é dupla: proteger a COP30 e mostrar ao mundo que o Brasil está preparado para organizar eventos globais com segurança, eficiência e soberania. “Nossa presença é preventiva, mas demonstra a força e a integração das três Forças em prol da nação”, afirmou um oficial durante a solenidade.
Com o início da operação, Belém se transforma temporariamente em um dos centros militares mais importantes do país, reunindo tecnologia, planejamento e cooperação interinstitucional em escala sem precedentes na Amazônia brasileira.
Fonte: sociedademilitar








































































