O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan bin Abdullah, discutiram a ampliação de investimentos e o incremento do comércio bilateral. Eles se reuniram na segunda-feira (7), no Rio de Janeiro, em um dos encontros paralelos à cúpula do Brics, que foi realizada na capital fluminense no domingo (6) e na segunda-feira.
De acordo com informações do Itamaraty, Abdullah felicitou a presidência brasileira à frente do Brics “por tratar a situação no Oriente Médio com a prioridade que o tema exige”, segundo o comunicado do Itamaraty, em referência crise humanitária na Faixa de Gaza. Entre os temas bilaterais discutidos no encontro, os diplomatas abordaram a ampliação dos investimentos e do comércio entre os dois países, que no ano passado atingiu US$ 6,1 bilhões.
A agência de notícias da Arábia Saudita, SPA, informou que Abdullah participou da primeira sessão do segundo dia do encontro de cúpula do Brics. O grupo é formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Etiópia, Irã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Egito. A Arábia Saudita foi convidada a integrar o bloco.
Em seu discurso no encontro, Abdullah denunciou violações do direito internacional em Gaza, pediu que a comunidade internacional garanta a entrega de ajuda humanitária, pediu o fim da crise e uma paz duradoura baseada na solução de dois Estados.
Na sessão, intitulada “Meio Ambiente, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) e Saúde Global”, Abdullah enfatizou a necessidade de se fortalecer a cooperação nestas áreas e reafirmou o compromisso do país do Golfo com a convenção-quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e o Acordo de Paris, defendendo uma abordagem que considere as diversas circunstâncias de cada país. Na sessão, o chanceler saudita estava acompanhado pelo embaixador da Arábia Saudita no Brasil, Faisal Ghulam; pelo diretor-geral adjunto do Gabinete do Ministro das Relações Exteriores, Waleed Al-Ismail; pelo assessor do ministro das Relações Exteriores, Mohammed Alyahya; e pelo diretor-geral de Organizações Internacionais, Shahir Al-Khenini.
Fonte: Anba